Pacote de R$ 31,2 bi pode testar a confiança de empresários em Michel Temer

Para equipe do vice, sucesso dos leilões, caso ele assuma a Presidência, daria um recado imediato de retomada para o mercado e para a população

Lu Aiko Otta e André Borges, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2016 | 23h55

BRASÍLIA - Em meio à tempestade política e econômica que trava o País, o vento pode soprar a favor do Michel Temer em uma área crucial, caso o vice-presidente venha a assumir de fato o governo: uma agenda bilionária de projetos de concessões em infraestrutura que já estão em andamento. Há quatro aeroportos, trechos de rodovias e terminais portuários que, se leiloados ainda no segundo semestre deste ano, como se prevê, podem atrair investimentos estimados em R$ 31,2 bilhões.

Liberação. Nesta semana, o TCU liberou ainda os estudos para concessão da BR-364 e BR-365, entre os municípios de Jataí (GO) e Uberlândia (MG). São mais R$ 2,8 bilhões previstos. Nas ferrovias, a Ferrogrão, que liga o Mato Grosso ao Pará, tem a promessa de atrair R$ 10 bilhões das tradings de grãos, maiores interessadas no empreendimento.

Há investidores interessados em todos esses empreendimentos, mas as turbulências do País colocaram os investidores na defensiva. “Há um desconforto com o quadro político”, disse ao Estado o senador Blairo Maggi (PR-MT), integrante de um grupo de gigantes do agronegócio que mira a Ferrogrão. “Mas isso pode mudar rapidamente.” Ele cita como exemplo um investimento em porto que seu grupo, o Amaggi, pretende fazer na Argentina. “Ficou parado cinco anos, mas agora estamos olhando com atenção.”

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