Pacote fiscal ajudou economia dos EUA, diz Paulson

Secretário do Tesouro norte-americano aponta expansão moderada no PIB para dizer que pacote funcionou

Renato Martins, da Agência Estado,

31 de julho de 2008 | 14h56

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse nesta quinta-feira, 31, que os indicadores econômicos mais recentes são uma prova de que o pacote de estímulo fiscal do governo George W. Bush ajudou a economia americana. Para ele, o fato de a economia americana ter se expandido modestamente no segundo trimestre deste ano é uma prova de que o pacote de estímulo apoiado pelo Congresso e pelo governo Bush "deram apoio à economia dos EUA". Veja também:Entenda os efeitos da crise nos Estados Unidos Cronologia da crise financeira  Nesta quinta, o Departamento do Comércio dos EUA informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,9% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com primeira estimativa do dado. No primeiro trimestre deste ano, a economia americana teve expansão de 0,9% - dado revisado. Paulson disse, no entanto, que levará meses até que o mercado de moradias nos EUA, o maior risco para a economia, se recupere totalmente. Dito isso, o secretário afirmou que o foco do Tesouro, daqui para a frente, estará nos mercados financeiros e no setor de moradias. "Nossa primeira e mais urgente prioridade é tratar da crise no setor de habitação e na turbulência no mercado de capital, e essa será nossa prioridade até que essas situações sejam resolvidas", disse ele, em discurso durante evento em Washington. Paulson disse esperar que a economia continue a crescer, embora seja provável que demore algum tempo até que o setor de habitação e os mercados financeiros voltem ao normal. "Eu espero que nossa economia continue a crescer este ano, embora a um ritmo moderado. Estamos fazendo progressos, embora não em linha reta. O setor de moradias continua no centro de nossos desafios econômicos e continua a ser nosso risco mais significativo", acrescentou. Ele também disse esperar que as execuções de hipotecas e o estoque de imóveis à venda permaneçam "substancialmente elevados" em 2008 e em 2009. "E os preços das residências deverão declinar ainda mais em nível nacional", afirmou, acrescentando que o mercado de imóveis deverá concluir sua correção "em meses, e não em anos".

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