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Pacote fiscal influencia alta de juros do crédito

Taxa média nas operações para pessoas físicas sobe 0,70% em janeiro, influenciada por aumento no IOF

Amanda Valeri, da Agência Estado,

14 de fevereiro de 2008 | 15h26

O novo pacote fiscal implantado em janeiro deste ano para compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) que, entre outras ações, elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito e influenciou uma alta nas taxas de juros nas operações de crédito no mês passado, ante dezembro de 2007.  A taxa média cobrada nas linhas para pessoas físicas avançou de 7,18% para 7,23% ao mês, o que representa um crescimento de 0,70%. Os dados são da pesquisa de juros da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). De acordo com a instituição, a taxa média de juros nas operações de crédito apresentou comportamento de queda durante todo o ano passado, sendo interrompido em novembro, quando apresentou uma ligeira elevação. Porém, de acordo com a Anefac, a redução voltou a ser vista no último mês do ano.  "Não foi nenhuma surpresa essa alta de 0,70% em janeiro. Primeiramente, a nossa expectativa era de uma queda na taxa de juros em 2008, mas, após os dados de dezembro, revertemos a nossa projeção", afirmou o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira. Das seis linhas de crédito de pessoas físicas pesquisas, apenas os juros do cartão de crédito não apresentaram alteração, ficando em 10,34% ao mês. O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) em bancos teve a maior elevação em um mês (1,71%), de 2,92%, em dezembro para 2,97% em janeiro. Em seguida aparecem os empréstimos concedidos pelos bancos, que registraram avanço de 0,96%, cheque especial (0,92%), os juros do comércio (0,67%) e empréstimos facultados pelas financeiras (0,63%). Além do novo pacote fiscal do governo, a entidade aponta ainda o aumento dos juros futuros por conta das incertezas relativas à crise econômica dos Estados Unidos, surgidas com os problemas no mercado de hipotecas daquela país, como outro fator que refletiu na elevação dos juros em janeiro deste ano. "Outro ponto que devemos destacar é a paralisação das quedas da taxa básica de juros (Selic) por conta da elevação dos índices de inflação", observou Oliveira.

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