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Pacote habitacional do governo deve sair em 15 dias

Em reunião, Lula afirma que vai consultar prefeitos e governadores antes de fazer o anúncio do plano

18 de fevereiro de 2009 | 15h25

O plano de habitação que prevê a construção de 1 milhão de casas até o final de 2010 deve sair em 15 dias. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a reunião do Conselho Político desta quarta-feira, 18. Antes de anunciar o pacote habitacional, Lula deve se reunir com alguns governadores e prefeitos. A primeira reunião, segundo o ministro de Relações Institucionais, José Múcio, deverá ocorrer já nesta quinta-feira, 19. Os custos do pacote estão sendo examinados pelos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Fazenda, Guido Mantega. Os dois ministros já tiveram reuniões sobre o assunto. Lula disse aos aliados, conforme José Mucio, que desde 1974 o déficit habitacional é de 7,4 milhões. "Nenhum governo conseguiu resolver o problema. Essa é a demanda que ainda existe hoje", afirmou o ministro.  Lula, segundo o ministro, quer ouvir sugestões dos governadores e prefeitos e levar em conta o déficit habitacional de cada região. Segundo José Múcio, os dados que o governo dispõe são de que há mais de 30 anos o déficit habitacional está estacionado em 7,4 milhões.  O presidente disse que é preciso "costurar" o plano, especialmente com os bancos privados e que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já está tendo conversas com representantes do setor. Na avaliação do presidente, segundo relato do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que participou da reunião, o governo só conseguirá atingir a meta de construir 1 milhão de casas em 2 anos, se conseguir que todos os setores, especialmente de financiamentos, atuem. "Só o poder público e os bancos públicos não vão resolver", disse o presidente. Ainda na reunião com o Colégio de Líderes, Lula relatou que já há algum tempo vem atuando para reduzir as taxas de juros e o spread bancário do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.  (Cida Fontes, Leonencio Nossa e Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo)

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