Pacote na Venezuela agrada Wall Street

O pacote de medidas anunciado ontem à noite pelo presidente venezuelano Hugo Chavez, que inclui corte de gastos e a livre flutuação do câmbio, foi recebido com otimismo e com elogios pelos analistas de Wall Street. Como conseqüência da boa receptividade das medidas, o risco-país da Venezuela, calculado pelo índice EMBI+ do JP Morgan, estava registrando por volta do meio-dia queda de 145 pontos-base em relação ao fechamento de ontem, quando ficou em 1.240 pontos-base."Os títulos da dívida venezuelana estão tendo forte alta hoje devido à mudança de percepção dos operadores e analistas em Wall Street, que consideram que as medidas melhoraram significativamente o risco de crédito da Venezuela", disse à Agência Estado o economista-chefe para América Latina do ING-Barings, Larry Krohn. Segundo ele, o que mais animou o mercado foi o fato de o presidente Chavez não ter adotado controle de capitais ou ter elevado as taxas de juros, que já estão no elevado patamar de 50% ao ano.O estrategista para Venezuela do Credit Suisse First Boston (CFSB), Javier Murcio, disse que o pacote conseguiu reverter suas perspectivas para a economia venezuelana para um cenário mais positivo. "O mais importante é que ele (Chavez) introduziu medidas ´market friendly´ em vez de um pacote não-ortodoxo", disse Murcio à AE. O estrategista do CFSB elogiou o fato de o governo venezuelano ter desistido de manter o câmbio como âncora para segurar a inflação. "O positivo dessas medidas foi o corte de gastos e o compromisso de uma disciplina fiscal", afirmou.

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