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Paulo Bilyk: "Quem está comprado em 4 ou 5 ações corre risco grande de perder tudo"

Top Picks: Pagadoras de dividendos são boas opções para novatos na Bolsa

Quem está chegando deve preferencialmente aplicar recursos em empresas mais maduras, pouco alavancadas financeiramente

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2019 | 05h00

Além das tradicionais blue chips, como são conhecidas as ações mais negociadas no mercado, os analistas têm recomendado também empresas que pagam bons dividendos para investidores que estão iniciando em renda variável. Segundo os profissionais, são papéis que têm maior equilíbrio entre risco e retorno, o que ameniza a transição para quem está acostumado com os produtos de renda fixa

Ricardo Peretti, estrategista de pessoa física da Santander Corretora, cita entre as melhores alternativas para quem está entrando no mercado os papéis de Telefônica Brasil, Itaúsa e elétricas, entre as quais a preferida pelo analista é CPFL

"Para aquele investidor que queira incorrer em maiores riscos, indicamos as ações da Cyrela, pois a empresa reduziu substancialmente a sua necessidade de capital e deve distribuir seu excedente de caixa na forma de dividendos", diz Peretti. Ele ressalta que a projeção de retorno com dividendos (yield) em 2020 é de 5%, patamar considerado muito bom pelos analistas. 

Quem também cita boas pagadoras de dividendos é Pedro Galdi, da Mirae Asset. "Já para o investidor que busca uma maior relação de retorno, sugerimos ações relacionadas ao consumo e infraestrutura, além das tradicionais opções com maiores participações dentro do Ibovespa", diz o analista. Galdi demonstra otimismo em relação às empresas de capital aberto em geral para 2020, por conta do melhor ambiente macroeconômico. 

 

Ele ressalta ainda uma opção intermediária, os fundos imobiliários. "No entanto é preciso selecionar entre os vários ativos existentes no mercado, aquele que oferece melhor nível risco/retorno. Gostamos de fundos de lajes corporativas, shopping, fundo de fundos e logística", afirma Galdi.

Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais, faz uma ressalva importante para quem está começando ou considerando investir em ações. "Antes de tudo, quem está entrando precisa saber que é um mercado de risco, sujeito a perdas, e de retorno de médio para longo prazo. Quem está chegando deve preferencialmente aplicar recursos em empresas mais maduras, com boa governança corporativa, pouco alavancadas financeiramente e com política bem definida de remuneração aos acionistas".

Ele cita as blue chips Itaú UnibancoPetrobrás Vale, mas também recomenda Cemig, Ambev e Lojas Renner, como opções de "diversificação setorial". Quem quiser um pouco mais de risco, ele recomenda os setores de construção e infraestrutura.

Para a equipe de analistas da MyCap, é importante que os investidores estudem, busquem informações sobre os ativos em que pretendem aplicar, e que comecem com valores pequenos e constantes, para evitar uma grande frustração.

Duas alternativas apontadas pela MyCap são o fundo de índice que acompanha o Ibovespa, o BOVA11, e os fundo imobiliários. Em ações, a equipe recomenda principalmente as blue chips, incluindo Ambev, Bradesco, Banco do Brasil, Gerdau, além de Magazine Luiza.

Sobre as recomendações para a próxima semana, a Mirae mudou toda a sua carteira, que será composta por BRF ON, CCR ON, CVC ON, Magazine Luiza ON e Rumo ON.

A MyCap fez duas alterações, retirando Hapvida ON e Braskem PNA, para as entradas de B3 ON e Movida ON. A Planner também trocou duas ações, tirando Carrefour ON e Iochpe Maxion ON, para colocar Oi ON e Vivara ON.

A Guide fez uma mudança, trocando BRF ON por Hapvida ON. A XP também trocou uma ação, B2W ON por Via Varejo ON. 

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