Pagamento com celular cresce 2.275% desde 2010

Dinheiro ou cartão? Telefone. Depois da regulação do sistema de pagamento móvel pelo governo brasileiro, os bancos começam a investir para que os clientes possam responder à pergunta sobre a forma de pagamento com essa opção.

MURILO RODRIGUES ALVES, Estadão Conteúdo

11 de abril de 2015 | 08h25

Nos últimos cinco anos, a utilização de telefones celulares e outros dispositivos móveis em transações bancárias saltou 2.275%, segundo dados consolidados pelo Banco Central (BC). O crescimento supera o atendimento pela internet, que aumentou 135% no período e responde atualmente por 40% das operações realizadas.

O BB anunciou que seus clientes podem substituir o cartão físico tradicional pelo celular em algumas situações quando for mais prático do que o plástico. Funciona assim: o lojista informa a opção de pagamento e o valor da compra na máquina. Em seguida, em vez de entregar o cartão ao lojista, o cliente seleciona no smartphone qual cartão deseja utilizar e a forma de pagamento (débito ou crédito). Para finalizar a compra, basta aproximar o celular de uma maquina que tenha leitor sem contato, digitar a senha do cartão para, em seguida, o comprovante ser emitido. Toda a transação acontece em um único aplicativo do banco. Para compras abaixo de R$ 50, às vezes nem é exigida a senha para autorizar o pagamento.

O vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Raul Moreira, estima que 1 milhão de clientes ao longo deste ano passarão a utilizar o celular para fazer pagamentos em lojas dos 10 milhões usam o cartão de crédito todo mês.

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