Pagamento de dívida a aposentados será parcelado

O governo não pretende elevar a alíquota das contribuições sociais para pagar os R$ 12,3 bilhões de atrasados devidos a 1,8 milhão aposentados do INSS. Em reunião nesta quarta-feira com os representantes dos segurados, o ministro da Previdência Social, Amir Lando, não apresentou proposta, nem apontou fonte de receita. Apenas disse que pagamento será parcelado. "Ninguém imagina a solução de um pagamento à vista. Temos de buscar o parcelamento", disse. "O governo quer evitar qualquer impacto tributário". O ministro, que marcou novo encontro para a próxima semana. Mesmo sem uma proposta, os aposentados não demonstraram frustração e comemoraram a reabertura do diálogo. "O consenso é de que precisamos de um acordo", disse o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical, João Batista Inocentini. Ele sugeriu que o governo busque os recursos necessários para o pagamento no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). De acordo com Inocentini, o governo precisaria este ano, de R$ 6 bilhões. É que a proposta da Força Sindical é para que seja reajustado de imediato o valor das aposentadorias que foram achatadas pela não incorporação do Índice de Reajuste do Salário Mínimo (IRSM). São R$ 2,3 bilhões. Além disso, a Força Sindical quer que seja pago logo e de uma única vez os atrasados dos idosos com mais de 70 anos e também os atrasados dos portadores de doenças graves. Também está incluída nessa conta o atrasado de quem recebe um benefício de até R$ 500 por mês. "Com esse desenho, o governo estará atendendo, de imediato, quase 50% dos beneficiários", disse o sindicalistas. Para os demais, os aposentados aceitam o pagamento parcelado até 2006. O problema do INSS é que o orçamento só comporta despesa de R$ 1 bilhão com o pagamento de decisões judiciais.

Agencia Estado,

10 Março 2004 | 19h36

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