Pagodinho desabafa com amigos: ´Não traí´

"Traição com traição se paga". É isso o que o cantor e compositor carioca Jessé Gomes da Silva Filho, o Zeca Pagodinho, de 44 anos, tem dito a amigos próximos desde o rompimento público e unilateral do contrato que tinha com a Nova Schin, formalizado em comercial da concorrente Brahma que começou a ser veiculado há uma semana. Segundo o pagodeiro, o Grupo Schincariol, por meio da agência Fischer America, não vinha cumprindo promessas feitas quando da sua contratação em setembro do ano passado, como apoio a shows. Procurado, o Grupo Schincariol afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que, a partir de agora, só se pronunciará sobre o assunto na Justiça. Além disso, quem conhece Pagodinho sabe que a cerveja Brahma sempre foi a sua preferida, tanto em casa como nos bares. Por este raciocínio, que o cantor tem amadurecido nos últimos dias diante da repercussão da troca de marcas, a proposta de traição, tem afirmado a amigos, partiu primeiro da Nova Schin. Pagodinho, que foi lançado pela mangueirense Beth Carvalho em 1981, também jura, de pés juntos, que nunca chegou a experimentar a Nova Schin e está chateado da vida com a afirmação do publicitário Eduardo Fischer de que é um "traíra". Para amigos próximos, Pagodinho diz que nunca experimentou a Nova Schin, nem nas gravações. "Eles sabiam disso porque tinham que comprar a Brahma para eu beber", afirmou a um deles. Ele também acusa o Grupo Schincariol de não ter cumprido nem a metade do contrato assinado. Pagodinho também tem dito, nos últimos dias, que com a Brahma tudo é diferente. Ele está feliz com o sucesso da música Amor de Verão, criada pelo publicitário Nizan Guanaes - da África e responsável pela campanha de Brahma - em parceria com Paulo César Bernardes, que tem como refrão "Fui provar outro sabor, eu sei/Mas não largo o meu amor, voltei". A Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), que reúne as maiores empesas do País, divulgou nota oficial em que lamenta que "uma peça publicitária tenha motivado uma ampla discussão sobre valores, ao mesmo tempo tão importantes e tão básicos, que não deveriam jamais ser postos em debate". E prossegue, afirmando que valores como ética e respeito às leis e instituições foi o que fez com que a publicidade brasileira fosse respeitada em todo o mundo.

Agencia Estado,

19 Março 2004 | 09h50

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