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Pague Menos acelera abertura de lojas e planeja IPO a partir de 2015

Grupo cearense de farmácias pretende levantar pelo menos R$ 1 bilhão no mercado financeiro a partir do ano que vem

Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2014 | 02h06

Assediada por fundos de investimentos, a rede de Farmácias Pague Menos, com sede em Fortaleza, planeja abrir 90 lojas este ano, com investimento estimado em R$ 100 milhões. "Temos recebido propostas de fundos, mas a Pague Menos está se preparando para abrir o capital a partir de 2015, se o cenário estiver favorável", afirmou Deusmar Queirós, fundador e presidente da rede de farmácias, ao 'Estado'.

Segundo o empresário, a rede contratou os bancos Credit Suisse, Itaú e Banco do Brasil para abrir o capital em 2012, mas desistiu de ir à Bolsa na época. "O mercado se retraiu e ficamos de fora. No ano que vem, os mesmos bancos vão me assessorar nessa operação", disse.

Queirós afirmou que poderá abrir de 25% a 33% do capital da rede varejista de farmácia na BM&FBovespa. Ele pretende levantar R$ 1 bilhão, que deverá ser destinado à expansão de lojas e ao projeto de internacionalização da rede. "Temos planos de abrir lojas nos Estados Unidos, mas não para agora. Pensamos entre 2016 e 2017."

Fontes do mercado financeiro confirmam o apetite de fundos de private equity pela Pague Menos e também pela mineira Araújo. "Todos olham, fazem proposta, mas os controladores não sinalizam vender", disse uma fonte. Queirós não ignora o assédio e não descarta vender uma pequena fatia para fundos. "Neste momento, não estou conversando com ninguém. Me interessa mesmo é abrir o capital."

O empresário, que fundou a Pague Menos em 1981, é entusiasta do modelo americano de farmácias, que funciona como uma espécie de loja de conveniência. Seu modelo de lojas do Nordeste copia esse conceito de vender de tudo um pouco.

Receita. Com faturamento bruto de R$ 3,72 bilhões em 2013, crescimento de 14,5% sobre o ano anterior, a rede Pague Menos é a segunda maior do País em número de lojas, segundo o ranking da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que reúne as 29 maiores redes de varejo farmacêutico no Brasil.

O Ebidta (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 6,3% sobre o ano anterior, em R$ 262,6 milhões, segundo dados da empresa. O tíquete médio aumentou 5%, passando de R$ 40,55 para R$ 42,51. No ano passado, a rede abriu 68 pontos de venda, totalizando 648 farmácias. "Estamos geograficamente no País todo, cobrindo 260 municípios", disse Queirós.

Neste mês, a empresa inaugura seu terceiro centro de distribuição, na região metropolitana de Goiânia, com investimento de R$ 60 milhões. "Esse CD vai ser responsável pela distribuição dos produtos da rede para o Centro Oeste, Sul e Sudeste do País. Temos um centro em Pernambuco e outro no Ceará, responsável pelo Nordeste."

Queirós está otimista com 2014, apesar do cenário de crescimento magro previsto para este ano. "Deveremos vender menos durante a Copa, mas acredito na expansão do consumo", disse.

O presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, tem uma previsão mais conservadora. Segundo ele, as vendas das redes deverão repetir, na melhor das hipóteses, o resultado de 2013, quando a receita das associadas à Abrafarma atingiu R$ 28,7 bilhões. Segundo ele, o varejo farmacêutico seguirá movimento de consolidação e atraindo interesse de capital estrangeiro.

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