Pague Menos pode captar R$ 800 milhões

A rede de farmácias Pague Menos estima captar cerca de R$ 800 milhões em sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), segundo fontes com conhecimento da operação ouvidas pela Agência Estado.

GABRIELA FORLIN, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2012 | 03h09

"É claro que vai depender do apetite dos investidores, mas será um valor bastante significativo", afirmou uma fonte. Caso atinja o montante previsto, o IPO da Pague Menos será o segundo maior do ano, atrás apenas da abertura de capital do banco de investimento BTG Pactual, que captou R$ 3,6 bilhões.

O montante será investido em abertura, ampliação e reforma de lojas, bem como na Dupar, outro negócio da família para alugar imóveis à rede de farmácias.

A empresa aguarda a avaliação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para dar continuidade ao processo de abertura de capital. O roadshow para investidores deve ter início na segunda semana de outubro. Os bancos Itaú BBA, Credit Suisse, BB Investimentos e Santander coordenam a operação.

A Pague Menos já tem previsto para o segundo trimestre de 2013 um novo centro de distribuição, construído em Hidrolândia (GO), que, segundo a empresa, será o maior do varejo farmacêutico da América Latina.

Atualmente, a empresa soma 552 pontos de venda em 200 municípios e 58 lojas em construção em 18 Estados.

A Pague Menos vai à Bolsa levantar recursos para financiar o seu plano de expansão. Criada em 1981 pelo empresário Deusmar de Queirós, a rede caiu da primeira para a terceira posição no varejo farmacêutico em 2011, após duas grandes fusões - da Drogasil com a Droga Raia e da Drogaria São Paulo com a Pacheco -, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

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