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País ainda não pode contar com poupança externa, diz Ilan

Obter poupança externa para financiar o desenvolvimento ainda é um sério problema a ser resolvido, pois o País não contará com esses recursos tão cedo. É o que pensa o diretor demissionário de Política Econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn, que deverá permanecer no cargo até fins de junho, prazo para que o Senado possa aprovar o nome de seu substituto. Para compensar esta falta de poupança externa, explicou que a saída é o corte de despesas para aumentar a poupança pública, o que tem sido um dos fundamentos da política fiscal adotada pelo governo, da qual faz parte como elemento essencial a reforma da Previdência. Essa poupança pública é que possibilitará o governo fazer investimentos em infraestrutura. Já os investimentos do setor privado voltarão em algum momento, quando os juros caírem, o que dará início ao crescimento sustentável da economia. Outro desafio, segundo disse em sua entrevista ao programa Espaço Aberto, da Globo News, é aumentar o consumo dos brasileiros. "Nós temos de conciliar o aumento do consumo com a necessidade de financiar investimentos", completou. Taxa SelicGoldfajn, que deverá estar no cargo de diretor do BC quando da próxima reunião do Copom, reconheceu que os juros altos impedem obviamente o crescimento econômico, mas trata-se de um remédio indispensável para conter a inflação. Ele disse que, no caso brasileiro, existe a chamada inércia inflacionária, mencionada antes pelo presidente do BC, Henrique Meirelles. Ou seja, apenas quando os agentes econômicos deixarem de olhar para a inflação passada e olharem para a frente futura, é que essa inércia será quebrada e os juros poderão entrar em queda consistente e continuada.

Agencia Estado,

29 de maio de 2003 | 07h31

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