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País ainda pode ter saída de investimentos, diz banqueiro

O Brasil está bem posicionado para enfrentar a crise imobiliária mundial, mas "não está imune" a turbulências, afirma Charles Dallara, diretor-gerente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), espécie de Febraban mundial. Segundo ele, o País teve grandes progressos nos fundamentos macroeconômicos e no front político. Mas os fluxos de capital estrangeiro que derrubaram o dólar e o risco país nos últimos anos são resultado tanto dessas melhoras como do ambiente internacional, que era positivo e agora está definitivamente mudando. "É improvável que esses investimentos estrangeiros no Brasil e outros emergentes continuem no mesmo ritmo dos últimos anos", diz Dallara, ao apresentar ontem um relatório dos efeitos da crise de hipoteca de alto risco dos EUA sobre os emergentes. "Mesmo assim, não esperamos uma reversão forte nos fluxos para o Brasil." Segundo o relatório, a crise das hipotecas de alto risco vai se aprofundar nos Estados Unidos. "A crise é resultado de mau julgamento na concessão de créditos e novos instrumentos financeiros pouco transparentes (os papéis lastreados em hipotecas subprime e suas variações)", diz Dallara. Os países mais prejudicados pelos reflexos da crise imobiliária serão Argentina e Rússia. O IIF prevê que o risco país da Argentina, que encerrou 2006 em 216 pontos, vai estar em 462 pontos no fim do ano. Para o Brasil, o IIF projeta o risco país em 199 pontos - mesmo nível de hoje - e as reservas a US$ 170 bilhões.

AE, Agencia Estado

28 de agosto de 2007 | 08h35

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