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Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

País atrai três marcas da China e uma dos EUA

Novos grupos anunciam projetos de construir fábricas no Brasil, atraídos por um mercado que deve passar de 300 mil caminhões ao ano

O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2011 | 03h06

Atraída pelo potencial de crescimento do mercado de caminhões brasileiro, que deve passar de 300 mil veículos ao ano até 2020, a fabricante americana Paccar escolheu Ponta Grossa (PR) para a fábrica que produzirá caminhões da marca holandesa DAF, projeto de US$ 200 milhões.

A unidade entrará em operação em 2013. Antes, a marca importará veículos da Holanda. Na manhã de hoje, executivos da Paccar, presidida no Brasil por Marco Antonio Davila, explicam os planos para a filial brasileira.

Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das comunicações, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e atualmente sócio da consultoria Quest, lança na Fenatran os caminhões da chinesa Foton Aumark, que ele vai importar com dois sócios, um deles seu filho.

A marca vai atuar no segmento de caminhões pequenos, com capacidade de 3,5 a 8,5 toneladas. Há planos para produção local a partir de 2015, embora a recente decisão do governo brasileiro de aumentar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados tenha deixado os chineses perplexos.

"Estamos reavaliando o projeto", diz Mendonça de Barros, diante da necessidade de rever índices de nacionalização. Ele não será sócio da fábrica, que vai ser bancada pela empresa chinesa, mas continuará responsável pela distribuição e importação de modelos que não forem feitos no País.

Outra chinesa, a Shacman, detalha amanhã o plano para sua fábrica local. A marca é produzida na China pela Shaanxi Heavy Duty Automobile e no Brasil é representada pela Metroshacman. O grupo já negocia com alguns Estados, mas pretende levar ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, os detalhes do projeto para se encaixar na lista de novatas que reivindicam regime diferenciado na cobrança do IPI. Uma terceira marca chinesa, a Sinotruk, que já exporta caminhões para o mercado brasileiro, também têm planos para fabricação local em 2015./ CLEIDE SILVA

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