País começa a voltar ao normal e sindicatos já planejam novas ações

PARIS

Andrei Netto CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2010 | 00h00

Os sindicatos da França já começam a pensar em suas próximas ações, já que as greves que se espalharam pelo país ao longo de outubro estão em seus últimos suspiros.

Ontem, cinco das 12 refinarias de combustíveis do país voltaram ao trabalho, e os petroquímicos levantaram os bloqueios em todos os reservatórios de gasolina e diesel do país.

Com isso, 80% dos postos de combustíveis puderam ser reabastecidos. Nos transportes, 90% dos trens de alta velocidade (TGVs) circularam normalmente. Nos correios, a paralisação só mobiliza 1% dos trabalhadores. E, em Marselha, os lixeiros encerraram as três semanas de greve, que resultaram em 10 toneladas de lixo espalhadas pelas ruas. Marselha e Lyon, onde ocorreram choques violentos entre manifestantes e a polícia, foram duas das cidades mais afetadas pelas paralisações e protestos.

Enquanto o país volta ao normal, governo e sindicatos cantam vitória.

Ontem, o ministro do Trabalho, Eric Woerth, reivindicou a o sucesso para si. "Esta reforma, é a minha. Eu sou o ministro, eu fiz todas as proposições", afirmou, reforçando que não "serve mais de nada fazer greve contra as aposentadorias".

Para Pierre Moscovici, um dos líderes do Partido Socialista (PS), o maior da oposição, o partido e os sindicatos são os verdadeiros vencedores, e fortalecidos para as eleições de 2012. "Está no ar algo que Sarkozy ignora: uma forte cólera contra o poder", garante o sindicalista.

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