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País cria 1,35 milhão de empregos formais entre janeiro e agosto

Segundo ministro, se tendência se mantiver, 2007 baterá recorde de 2004, quando novas vagas chegaram a 1,52 milhão

Anne Warth, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2015 | 00h00

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse ontem que a quantidade de novos empregos criados no País em 2007 pode superar o recorde apurado em 2004, ano em que 1.523.276 vagas com carteira assinada foram criadas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De janeiro a agosto, 1.355.824 novos empregos foram criados no Brasil. "Ainda temos setembro, outubro e novembro, considerando que em dezembro temos dispensa de trabalhadores temporários. Mas acredito que, se não batermos 2004, vamos ficar muito próximos", disse Lupi, após a divulgação dos dados do Caged. A expectativa do ministério é de que o ano se encerre com a criação de 1,5 milhão a 1,6 milhão de novos empregos. "Ainda acho que batemos o recorde. Como sou otimista, continuo insistindo." Na avaliação do ministro, os resultados positivos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006 e do Caged) de agosto, divulgados ontem, são conseqüência do acerto da política econômica seguida pelo governo do presidente Lula. "Avalio que isso é uma conseqüência e uma comprovação da política econômica acertada que o governo Lula tem feito, ao manter a estabilidade da inflação, não deixá-la corroer o salário dos trabalhadores e implementar uma política de investimento público e crescimento econômico fortes", afirmou. "Nem mesmo a crise imobiliária americana trouxe conseqüências maiores para o Brasil, tanto que o dólar voltou ao nível em que estava antes da crise." De acordo com Lupi, a alta de 4,98% no estoque de empregos com carteira assinada criados nos últimos 12 meses indica a sustentabilidade do crescimento econômico. "Quando temos o crescimento econômico em um porcentual muito parecido com o crescimento da empregabilidade, é sinal de que temos um crescimento sustentado. Temos tido esse crescimento desde janeiro", explicou. De janeiro a agosto, todos os setores tiveram crescimento no estoque de emprego formal, segundo dados do Caged. O segmento de serviços apresentou alta de 3,83%, com 424.671 novos postos de trabalho, terceiro maior saldo para o período. No acumulado do ano, o setor lidera a criação de empregos. No mesmo período, a indústria da transformação teve um aumento de 5,68%, com 367.904 novas vagas, resultado superado apenas por 2004. O comércio alcançou uma alta de 2,61%, com 161.160 novos empregos, o terceiro melhor resultado da série histórica da pesquisa. A construção civil alcançou o melhor resultado de toda a série histórica do Caged, com alta de 10,56% e 142.743 novas vagas. A agropecuária teve elevação de 14,96% no número de vagas, com 215.617 novos empregos criados no período. Em agosto, o estoque de empregos criados pelo setor de serviços teve alta de 0,51%; indústria, 0,58%; comércio, 0,57%; e construção civil, 1,79%. O setor que abriu mais postos em agosto foi o de serviços, com 58.954 novas vagas, seguido por indústria da transformação, com 39.399 vagas; comércio, com 36.188 postos de trabalho; e construção civil, com 26.276 empregos. Segundo Lupi, a queda registrada em agropecuária no mês de agosto, de 1,83%, foi puxada pelo fim da safra do café. No mês, foram perdidos 30.806 empregos em todo o País. São Paulo criou 59.049 empregos em agosto, quase metade do total das 133.329 novas vagas criadas no País, resultado inferior apenas ao de igual mês de 2004 (66.410). No ano, o Estado também é o maior criador de empregos, com 604.631 vagas.

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