Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Após três anos no vermelho, País cria 529,5 mil vagas em 2018

Resultado foi puxado pelo setor de serviços; em dezembro, porém, houve o fechamento de 334,4 mil postos de trabalho, aponta Caged

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2019 | 09h48

BRASÍLIA - O mercado de trabalho brasileiro criou 559.554 empregos com carteira assinada em 2018, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 20, pelo Ministério da Economia. O primeiro resultado positivo anual depois de três anos de retração no emprego também é o melhor desempenho desde 2013, quando foram gerados 1,138 milhão empregos na série com ajustes.

Em 2015, foram fechadas 1,534 milhão de vagas formais. Em 2016, a perda de empregos com carteira assinada foi de 1,326 milhão. Em 2017, houve retração de 11.964 postos de trabalho.

Em dezembro de 2018, porém, houve o fechamento líquido de 334.462 vagas com carteira assinada, como é comum para o último mês do ano. O desempenho interrompeu uma sequência de 11 meses seguidos de criação de empregos formais, de acordo com a série histórica com ajuste sazonal. O saldo de dezembro decorre de 961.145 admissões e 1,295 milhão de demissões. Em dezembro de 2017, o fechamento de vagas havia chegado a 328.539, na série sem ajustes.

Setores

O resultado anual foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 398.603 postos formais em 2018, e pelo comércio, que abriu 102.007 novas vagas com carteira assinada. Em seguida, a construção civil abriu 17.957 vagas.

Também tiveram saldo positivo no ano serviços industriais de utilidade pública (7.849 postos), agropecuária (3.245 postos), indústria de transformação (2.610 postos) e extrativa mineral (1.473 posto). Já a administração pública fechou 4.190 vagas no ano passado.

Por outro lado, apenas o comércio teve desempenho positivo em dezembro, com a abertura de 19.643 vagas. O resultado negativo no mês foi influenciado pelo saldo da indústria de transformação, que fechou 118.053 postos no mês, seguido pelos serviços, que fecharam 117.411 vagas. Na construção civil, a perda foi de 51.576 postos e, na agropecuária, a retração foi de 47.629 vagas.

Também tiveram saldo negativo em dezembro a administração pública (-16.999 postos), serviços industriais de utilidade pública, (-1.406 postos) e extrativa mineral.

Quase 6 mil vagas de trabalho intermitente foram criadas em dezembro. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que o último mês de 2018 terminou com a criação líquida de 5.887 empregos com contrato intermitente e o fechamento de outras 2.266 vagas pelo sistema de jornada parcial. As duas novas modalidades foram criadas pela Reforma Trabalhista.

Emprego intermitente

De acordo com os dados do Ministério do Economia, o emprego intermitente registrou criação total de 8.968 postos ao mesmo tempo em que houve fechamento de 3.081 vagas. Por setor, o comércio liderou no mês e registrou saldo positivo de 2.742 empregos intermitentes. Em seguida, aparecem serviços (1.556 empregos), construção civil (859 empregos) e a indústria da transformação (598 empregos).

O Caged informou ainda que houve 14.153 desligamentos por acordo no mês de dezembro.

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