País criou 111.746 vagas formais em março

No primeiro trimestre, comércio e agropecuária cortaram vagas; volume de postos criados ficou 20,57% acima do resultado do mesmo período do ano passado

Ayr Aliski, da Agência Estado,

16 de abril de 2012 | 12h28

O saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no País foi de 111.746 no mês de março, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira, 16, revelaram que foram contratados 1.881.127 trabalhadores formais no segundo mês do ano, enquanto 1.769.381 foram desligados.

O saldo líquido de empregos criados em março ficou dentro da estimativa dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que ia de 105 mil a 172,5 mil vagas, e abaixo da mediana projetada no levantamento, de 138,6 mil vagas.

O volume de postos criados ficou 20,57% acima do resultado de março do ano passado, já atualizado em 92.675 vagas. No primeiro trimestre de 2012, o saldo líquido de empregos gerados foi de 442.608, já ajustado.

O saldo de 111.746 empregos gerados em março considera um total de 1.881.127 admissões e 1.769.381 desligamentos. Com isso, o estoque de empregos celetistas alcançou 38.282.411 postos em março, ante 38.170.665 em fevereiro, considerando a série de dados sem ajustes. É um salto de aproximadamente 0,29%.

Nesse cenário de ligeira expansão, agricultura e indústria da transformação, entretanto, apresentaram retração na oferta de emprego em março.

No mês passado, a indústria de transformação registrou 361.693 admissões e 366.741 desligamentos, o que resultou em retração de 5.048 postos de trabalho. A indústria de produtos alimentícios e bebidas, sozinha, admitiu 85.381 trabalhadores e dispensou 110.592, o que resultou em um corte de 25.211 vagas.

Também reduziram postos de trabalho no mês as indústrias de materiais de transporte (-143 vagas) e de papel, papelão e editoração (-354 vagas). Outros segmentos, entretanto, tiveram saldo positivo, como o de borracha, fumo e couros (geração de 5.460 vagas), evitando retração ainda maior no conjunto da indústria de transformação.

A agricultura, em março, registrou 94.138 admissões e 111.222 desligamentos, o que representa um corte de 17.084 vagas.

O setor da construção civil, por sua vez, gerou 35.935 novos postos de trabalho no mês passado, saldo de 251.018 admissões e 215.083 desligamentos. O setor de serviços gerou 83.182 postos de trabalho, resultado de 718.938 admissões e 635.756 desligamentos.

Os dados indicam que nos últimos 12 meses (abril de 2011 a março de 2012) foi gerado um total de 1.761.455 postos de trabalho.

Em relação ao volume de vagas dos últimos 12 meses, os melhores desempenhos foram registrados nos setores da construção civil, comércio e serviços. A construção civil gerou 260.190 empregos, o comércio contribuiu com 416.155 vagas e os serviços, com 878.234 empregos.

Já a indústria da transformação teve 4.013.095 admissões e 3.879.754 demissões, com saldo de 133.341 vagas nos últimos 12 meses. Dentro da indústria de transformação estão os casos de saldo negativo na geração de emprego. A indústria de borracha, fumo e couros reduziu 1.911 vagas. A indústria têxtil e de vestuário enxugou 16.719 empregos. Já a indústria de calçados cortou 11.945 vagas em 12 meses.

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