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País deve criar 1 milhão de vagas formais em 2018, projetam especialistas

Crescimento da economia e reforma trabalhista devem impulsionar contratações

Luiz Guilherme Gerbelli, Especial para O Estado

14 de janeiro de 2018 | 05h00

A melhora do mercado de trabalho deve continuar ao longo deste ano. Segundo especialistas, há duas razões para acreditar no ambiente mais positivo para o emprego. Primeiro, a economia deve crescer mais – o governo estima alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3%, o que deve reaquecer as contratações. Segundo, a reforma trabalhista pode trazer para a formalidade uma série de informais.

Na projeção da Tendências Consultoria Integrada, o saldo positivo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) deve ficar em 1 milhão de vagas neste ano. Para a Pnad Contínua, a previsão é que a taxa média de desemprego fique em 12,4%, abaixo dos 12,7% esperados para 2017.

A explicação para uma queda tímida na Pnad Contínua tem como base o movimento esperado de aumento da População Econômica Ativa (PEA). Com a melhora da economia, é provável que mais brasileiros voltem a buscar emprego, o que limita o recuo da taxa de desemprego.

“Durante a crise econômica, muita gente foi expulsa do mercado de trabalho. Em 2018, parte dessa população volta. A perspectiva de inserção no mercado de trabalho é melhor”, diz Thiago Xavier, da Tendências.

O cenário do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) para a taxa de desemprego é idêntico ao da Tendências. Para 2018, a estimava é que a desocupação média fique em 12,4% e 11,5% no último trimestre.

“Da mesma forma que o mercado de trabalho surpreendeu em 2017, há uma boa chance de surpreender este ano”, diz o pesquisador do Ibre/FGV Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Otimismo. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem visão mais otimista que a dos especialistas consultados. Ele afirmou ontem que serão criadas cerca de 2,5 milhões de vagas formais ao longo de 2018. 

Segundo o ministro, a “continuada divulgação” de bons indicadores da economia mostrará à população que o crescimento econômico seguirá, independentemente do rebaixamento da nota de crédito soberano do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. 

Colaborou Vinicius Neder

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