País deve ficar de 'antena ligada', diz Lula sobre a crise

Presidente não descarta possibilidade de que Brasil seja atingido; ele se reúne com Mantega e Meirelles

Agência Brasil,

20 Outubro 2008 | 09h33

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou nesta segunda-feira, 20, que o País precisa ficar "de antena ligada", analisando e acompanhando diariamente o que acontece no mundo por conta da crise financeira mundial. Em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, Lula voltou a afirmar que a crise pertence apenas aos países ricos, mas não descartou a possibilidade de que nações como Rússia, China, Índia e o próprio Brasil, e outras que integram o G-20 sejam atingidas. "Na medida em que houver recessão na Europa e nos Estados Unidos, vai ter implicações em outros países", disse.   Veja também: Crescimento da China desacelera para 9% no 3º tri   Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos  Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise  Especial: A cronologia da crise financeira   Dicionário da crise financeira     Preocupado com os reflexos da crise, Lula conversa, em São Paulo, nesta segunda, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. De acordo com a agenda oficial, os dois encontros serão no escritório da Presidência da República em São Paulo, mas em horários diferentes.   Ainda no rádio, o presidente afirmou que o governo cuida "com carinho" para não permitir que falte crédito no País por meio da garantia da liquidez dos bancos. Segundo o presidente, setores mais necessitados, como a agricultura e a construção civil, estão recebendo cuidados.   Rodada Doha   Ao comentar a viagem à Espanha, à Índia e a Moçambique na semana passada, Lula disse estar convencido de que há interesse do governo norte-americanos, bem como de países da União Européia e do G-20 de concluir a Rodada Doha. Ele acredita em um desfecho das negociações após as eleições presidenciais norte-americanas, no dia 4 de novembro.   "Conversei com o primeiro-ministro Singh [da Índia] e mostrei a ele que neste momento de crise internacional era importante que concluíssemos o acordo de Doha, para que a gente pudesse apresentar ao mundo alguma coisa positiva, que devolvesse o otimismo à humanidade e, sobretudo, aos países envolvidos e aos países mais pobres também. Não podemos morrer na praia por conta de detalhes".   Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula disse ter voltado de viagem "mais otimista" com as negociações e o fortalecimento das relações trilaterais durante reunião do Ibas (grupo composto por Índia, Brasil e África do Sul). Ele reforçou que, durante o encontro, foi discutida a necessidade de presidentes de Bancos Centrais dos três países, além de ministros da Fazenda, apresentarem ao Fundo Monetário Internacional (FMI) uma proposta de "aproximação ainda maior" para as nações em desenvolvimento.

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