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País deve tentar reduzir dívida interna, diz Reis Velloso

Para ex-ministro, como credor na dívida externa, o País deve se esforçar para reduzir relação dívida/PIB

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

21 de fevereiro de 2008 | 16h04

Agora que o Brasil é credor na dívida externa líquida (dívida externa menos as reservas internacionais), o governo deveria se esforçar mais para reduzir a dívida pública interna em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A opinião é do ex-ministro de Planejamento e organizador do Fórum Nacional, João Paulo dos Reis Velloso. Em entrevista à Agência Estado, Reis Velloso lembrou que a passagem de devedor a credor líquido deve-se aos seguidos saldos positivos em conta corrente (formado pelos resultados das balanças comercial, de serviços e a conta de transferências unilaterais) obtidos pelo País nos últimos anos. "Esse superávit em conta corrente temporariamente é bom, principalmente num momento de turbulência internacional, mas não é uma situação para permanecer para sempre", disse. O ex-ministro lembrou que um país com superávit em conta corrente é exportador de poupança "por definição" e entende que em um cenário externo mais tranqüilo seria melhor que o Brasil fosse importador de poupança externa e tivesse déficits "não muito grandes" nas transações correntes com o exterior. "Um país como o Brasil ser credor líquido é como uma empresa sem dívida: não é uma situação normal, mas como o ambiente internacional como está, é bom", afirmou. "Isso permite a gente não ficar preocupada quando há saída de hot money como houve recentemente na Bolsa, do sujeito vender ação aqui para cobrir prejuízo na Bolsa de Nova York", afirmou. Reis Velloso observa que o resultado em conta corrente está mudando e deve fechar o ano em déficit, mas entende que, mesmo com crise externa, o Brasil não terá problemas como os que teve em crises passadas por não ter dívida e ter grandes reservas. O ex-ministro defende que o governo melhore sua situação fiscal, reduzindo a dívida em relação ao PIB e deixando mais recursos para o setor privado, que tem mais propensão a importar. Aumentando a importação, o dólar deve se valorizar. "O câmbio continua flutuando só para baixo e isso prejudica muitos setores", disse, defendendo o aumento da importação, com conseqüente influência negativa sobre o resultado em conta corrente, para reduzir a desvalorização do dólar. Reis Velloso disse não saber se a transformação do Brasil em credor acelerará a mudança na classificação de risco do País para grau de investimento. "Não tenho bola de cristal e acho que esses critérios que as agências de rating usam são muito estranhos", disse. "Mas prejudicar, não prejudica não e se as agências não vierem com nenhum critério esotérico, a situação tende a melhorar", declarou.

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