País deve ter mais 12 fábricas de genéricos em 2001

Até o final deste ano, o Brasil receberá cerca de 12 novas empresas de medicamentos genéricos. A previsão é do vice-presidente executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Gabriel Tannus. Das 12, 4 deverão ser multinacionais. Ao todo, em fevereiro de 2002, o aniversário de dois anos do setor será comemorado por um parque de 26 indústrias. Esse é o lado bom de uma guerra já notada em todo o País: similares versus genéricos e os dois contra os tradicionais medicamentos de referência ou de marca - mais de 90% fabricados por multinacionais. "Os novos empreendimentos são atraídos por um mercado incipiente, onde ainda há pouca concorrência", explica Tannus. O que motiva tanta agitação é a estimativa de desempenho do setor para os próximos anos. Segundo dados do Sindusfarma, dentro de três a cinco anos, os genéricos deverão se apoderar de 30% da receita bruta do setor, que foi de US$ 7,5 bi no ano passado, e 50% do volume em comprimidos, por conta de preços 40% menores aos pacientes brasileiros. Os similares tendem a desaparecer e os de referência a perderem espaço. "A competição será salutar, porque os genéricos são essencialmente preço e qualidade. O produto que não tiver um atributo ou outro vai desaparecer do mercado", afirma o executivo da Sindusfarma.

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