Dida Sampaio/Estadão
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País deve ter nova safra recorde de soja em 2016, informa IBGE

Crescimento esperado é de 3,5% no próximo ano; soja corresponde a quase metade da produção de grãos brasileira

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2015 | 16h47

RIO - O País deve ter nova safra recorde de soja no ano que vem, segundo o primeiro prognóstico para a produção agrícola de 2016, divulgado nesta terça-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é que o volume produzido do grão aumente 3,5%, totalizando 100,2 milhões de toneladas. 

O volume da oleaginosa corresponde a quase metade de toda a produção de grãos brasileira no ano, uma fatia de 48,6%. Segundo o IBGE, os preços da soja estão atraentes, estimulando o plantio em detrimento do milho de 1ª safra.

"A média de preço agora de 2015 foi de R$ 28 a saca de 60 kg do milho, enquanto que para a soja foi de R$ 71 a saca", citou Mauro Andreazzi, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Como o milho rende o dobro do volume da soja, a expectativa para a safra nacional de grãos de 2016 é 1,9% menor do que a de 2015. "O milho produz uma média de 100 sacas de 60 kg por hectare, e a soja a metade, 50 sacas. Então, como está aumentando a área de soja e caindo a área de milho, a safra de grãos de 2016 cai em termos de volume. Não em termos de valor, porque a soja vale mais que o milho", ressaltou Andreazzi. 

O IBGE prevê uma redução de 2,4% na produção de milho 1ª safra em 2016 ante 2015, totalizando 28,9 milhões de toneladas, com impacto no volume de grãos produzido pelo Brasil no ano. No entanto, é possível uma recuperação no milho de 2ª safra.

"A valorização do dólar deixou o milho brasileiro bem competitivo no mercado internacional. O próprio EUA, que é o maior produtor de milho do mundo, está importando milho do Brasil", apontou Carlos Barradas, pesquisador da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Segundo Andreazzi, ainda é muito cedo para fazer estimativa sobre a produção do milho de 2ª safra, então o IBGE trabalha com uma projeção baseada na média dos últimos anos, que pode ser revista para cima. "O preço está bom, então o pessoal planta milho", disse ele. 

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