País deve terminar ano com 1 mi de novas vagas formais

O Brasil vai fechar 2009 com mais de 1 milhão de novos empregos formais, o que pode ser visto como uma vitória brasileira diante da crise mundial. Desde 2004, as empresas têm contratado acima do patamar de 1 milhão de vagas, mas a perspectiva de muitos economistas no começo do ano era de que tempos sombrios se aproximavam para quem estava empregado. Construção, comércio e serviços seguraram o emprego e também a economia.

AE, Agencia Estado

28 de dezembro de 2009 | 08h51

"A crise freou a economia de outubro de 2008 até março, mas nesse mês o comércio já trabalhava com níveis pré-crise", afirma o chefe da divisão econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas. No começo do ano, houve aumento da massa salarial, ainda mais com o reajuste do salário mínimo sendo pago antecipadamente. Os preços não subiram e o crédito para a pessoa física foi retomado, ingredientes que favoreceram o consumo.

O comércio e os serviços não precisam manter grandes estoques de produtos e dependem fortemente do comportamento do consumidor. Se este estiver confiante, vai às compras, viaja, se diverte, frequenta cursos. Como os bancos resolveram financiar a pessoa física, aliado às políticas do governo federal de isenção de impostos de eletrodomésticos, carros e materiais de construção, setores como comércio e serviços sentiram bem menos a crise, se comparados com a indústria.

"O País tem que exportar para gerar mais empregos, mas aprendemos que ter um mercado com poder de compra permite nos sustentar em períodos de crise", afirma Freitas, da CNC. Um quarto da população brasileira tem renda indexada ao salário mínimo, mas no Nordeste esse porcentual aumenta para 46%. O trabalhador que ganha pouco, em vez de poupar, consome. Não por acaso, o Nordeste cresceu durante a crise.

"A demanda interna segurou muitos postos de trabalho nessa crise", acrescenta Fabio Romão, da LCA Consultores. "O número de empregos gerados em 2009 é surpreendente. Os empregadores passaram a ter mais confiança para formalizar a sua mão de obra", finaliza. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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