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País deve voltar a vender 50% da carne embargada pela UE

Até o momento, só 25% do mercado foi recuperado; Stephanes prevê dobrar exportações até o fim do ano

Célia Froufe, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

29 de maio de 2009 | 00h00

Até o fim do ano, o Brasil deverá retomar a venda de 50% da carne bovina que exportava para a União Europeia (UE) antes do imbróglio com o bloco em relação à rastreabilidade, ocorrido no início de 2008, que acabou por embargar a carne brasileira. A estimativa foi feita ontem pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a jornalistas, em seu gabinete. Segundo o ministro, até o momento, apenas 25% desse mercado foi recuperado. A UE era o maior mercado de carne bovina do Brasil, tendo importado 912,5 mil toneladas do produto em 2007, antes do episódio, o que representou US$ 4,2 bilhões. Com o incidente, o bloco perdeu lugar para a Rússia, que passou a ser o maior comprador isolado do produto. Após ter o mercado zerado em janeiro e fevereiro de 2008 por causa do embargo, os progressos nessa área vêm sendo feitos desde o ano passado, de acordo com Stephanes. Ele salientou, porém, que o grande avanço ocorreu no início deste ano. De fevereiro para março, já houve crescimento de 20% nas vendas e, de março para abril, houve novo crescimento de 20%. "Possivelmente, de abril para maio também deveremos ter um aumento de 20%."Para vender a carne à UE, há, conforme o ministério, mil propriedades habilitadas. Mas a fila de interessados é bem maior, de acordo com Stephanes. "Temos recebido uma média de 100 a 150 candidatos por mês querendo passar pela auditoria para exportar para a União Europeia. Só de Mato Grosso (maior produtor) tem mil candidatos", relatou. "O que não há é capacidade para auditar tantos interessados."Stephanes disse ainda esperar um aumento de 5% nas exportações de frango e carne suína. Em entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória da Presidência da República, ele avaliou que esse aumento é possível, com o crescimento das vendas, especialmente à Rússia e à China. O ministro participou ontem de um café da manhã com os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc; de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde; José Gomes Temporão. COLABOROU LEONENCIO NOSSA

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