Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

País é fonte de estabilidade internacional, diz Meirelles

Para presidente do Banco Central, há uma inversão nos papéis dos ricos e emergentes na economia mundial

JAMIL CHADE, Agencia Estado

10 de setembro de 2007 | 16h44

Apesar da queda na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e de sinais de pressão inflacionária, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, estima que o Brasil é hoje um dos pontos de estabilidade no sistema financeiro internacional. "O Brasil é considerado como uma das fontes de estabilidade no momento", disse, ao concluir suas reuniões com os principais BCs do mundo, na Basiléia, para avaliar a situação internacional. Veja também:  Crise nos Estados Unidos impactaria o mundo, diz Meirelles Em sua opinião, "há uma inversão nos papéis entre as economias emergentes e os países ricos na economia mundial". "O que está se dizendo é que, desta vez, a instabilidade nasceu nos Estados Unidos, com reflexos importantes na Europa, ao contrário das crises anteriores, que tinham surgido nos países emergentes", disse. "Desta vez, as economias em desenvolvimento não são fonte de instabilidade, mas sim fontes de estabilização." O presidente do BC garante que, durante a reunião na Basiléia, a situação do Brasil foi "muito ressaltada em função da inflação na meta, das reservas internacionais, do setor fiscal e da relação da divida do setor publico em queda". Meirelles, porém, preferiu não dar os nomes dos presidentes de BCs que teriam feito esses comentários. 'Lição de casa' "Foi destacado que os países emergentes fizeram sua lição de casa", disse. Segundo ele, crises anteriores como a de 1997 na Ásia e outras serviram de lições importantes que foram "devidamente aprendidas e implementadas por vários países, principalmente os emergentes". Meirelles apontou ainda que já existiriam sinais de que alguns países emergentes estariam servindo de fonte de liquidez para instituições que precisam atender posições menos líquidas nos mercados dos países ricos. Um exemplo disso seria um fundo aplicado na Ásia que, ao precisar de dinheiro diante da falta de liquidez nos Estados Unidos, vende suas posições na Ásia para atender suas necessidades nos países ricos. "Essa é uma inversão importante nos papéis na economia mundial", afirmou, admitindo que, por enquanto, isso é apenas um sinal e não deve ser superestimado. Papel importante Para o presidente do Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet, os países emergentes estão de fato jogando um papel importante para permitir que o crescimento da economia mundial possa, em parte, ser mantido por enquanto. Em sua avaliação, os países emergentes tem "bons fundamentos em suas economias e são razões sólidas para acreditar que o mundo continuará crescendo". Trichet se recusa a declarar o fim da "era de ouro da economia internacional, que há cinco anos tem altas taxas de crescimento". Mas nem todos compartilham da idéia de que os fundamentos das economias dos países emergentes seriam suficientes para evitar uma crise ou compensar uma desaceleração nos Estados Unidos. "Há muita esperança que, desta vez, haverá um impacto menor nas economias emergentes em decorrência de uma desaceleração nos Estados Unidos", afirmou Guillermo Ortiz, presidente do BC mexicano.  "Mas eu tenho minhas dúvidas. Se passarmos por uma séria redução na atividade econômica nos Estados Unidos, haverá um impacto em todos, até na Europa e Ásia. Todos esperamos um impacto", afirmou Ortiz. Em sua avaliação, dificilmente os países emergentes ficarão isentos de uma crise mais profunda, mesmo que contem com sistemas financeiros mais sólidos que há poucos anos.

Tudo o que sabemos sobre:
Henrique Meirellesaversão ao risco

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.