País é solução para 'maiores problemas do mundo', diz Mantega

Ministro lista alimentos, minérios e energia entre os problemas que o Brasil tem capacidade de solucionar

Célia Froufe, da Agência Estado,

13 de agosto de 2008 | 08h15

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, se por um lado o cenário internacional gera incertezas, por outro o quadro do médio e longo prazos geram um grande otimismo. "Simplesmente, o Brasil tem capacidade de oferecer solução para os três maiores problemas econômicos do mundo: alimentos, minérios e energia", disse na noite da última terça-feira, 12, durante a 8ª edição da premiação Valor 1000, em São Paulo. Veja também:Recuo da inflação 'não nos fará baixar a guarda', diz Mantega IPCA desacelera a 0,53% em julho ajudado por alimentosComo investir seu dinheiro no período de inflação  De olho na inflação, preço por preço Entenda os principais índices Entenda a crise dos alimentos  De acordo com ele, do lado dos alimentos, o Plano Safra deste ano marca o início de uma estratégia para o desenvolvimento agropecuário. Além disso, enfatizou que o País tem área vasta para a agricultura, além de tecnologia e produtividade. Do lado dos minerais, ele citou as reservas do País e, sobre a energia, mencionou as descobertas das jazidas de petróleo pela Petrobras, além da oferta de biomassa de cana-de-açúcar. "O Brasil hoje é um novo País, uma grande nação emergente, ator chave na economia mundial", afirmou. Mantega destacou ainda que o Brasil tem credibilidade e é respeitado no exterior e comentou que a obtenção do grau de investimento por duas das maiores agências de rating, a Standard & Poor's e a Fitch, foi um "reconhecimento tardio desse fato".  Prova disso, segundo ele, é o fortalecimento das empresas brasileiras, que estão se internacionalizando e até adquirindo concorrentes estrangeiros de grande porte. "Estes resultados são motivo de justo orgulho para todos os brasileiros." Para o ministro, apesar das medidas de combate à inflação adotadas pelo governo, o crescimento do País continuará porque não haverá impacto na expansão dos investimentos. "As expectativas de inflação são importantes, mas as expectativas de crescimento são igualmente importantes porque elas decidem os investimentos", defendeu.  Na avaliação de Mantega, uma expansão do PIB entre 4,5% e 5% até 2010 não será interrompido pelo atual ciclo de alta da inflação e é compatível com o potencial produtivo. Ele voltou a dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz questão de afirmar que o melhor remédio para a inflação é a oferta de produtos.

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