País economiza R$ 101,6 bilhões em 2007 e bate recorde

Superávit primário do setor público fica em 3,98% do Produto Interno Bruto, acima da meta de 3,8%

Agência Estado e Reuters,

30 de janeiro de 2008 | 11h32

O Brasil cumpriu a meta fiscal de 2007, registrando no ano superávit primário - receitas menos despesas, sem considerar o pagamento de juros - de R$ 101,606 bilhões, o melhor da série, frente à meta de R$ 95,9 bilhões. Segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, 30, o setor público consolidado teve no ano passado superávit equivalente a 3,98% do Produto Interno Bruto (PIB) - a meta era de 3,8% do PIB.   Veja também: Relação dívida/PIB fecha 2007 em 42,8%, a menor desde 1998   "O governo central e os governos regionais registraram participação crescente no resultado alcançado", informou o BC em nota, destacando que o desempenho dos governos regionais foi influenciado pelo efeito da maior atividade econômica sobre a arrecadação do ICMS e dos impostos compartilhados com a União. "No segmento das empresas estatais, por outro lado, houve redução no superávit."   Juros   A apropriação de juros da dívida somou R$ 159,532 bilhões (6,25% do PIB) no ano passado, o menor resultado em proporção do PIB desde 1997, ano da crise asiática. Naquele ano, a apropriação de juros correspondeu a 4,61% do PIB.   A combinação de superávit primário recorde com carga de juros proporcionalmente mais baixa, levou o setor público a atingir déficit nominal de R$ 57,926 bilhões no ano passado. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o resultado, que equivale a 2,27% do PIB, foi o menor da série do BC, iniciada em 1991.   "Esse é um indicador extremamente importante", disse Altamir que, considerando o cenário de mercado para indicadores como juros e inflação e o cumprimento da meta de superávit primário de 3,8% do PIB, prevê déficit nominal de 1,2% do PIB.     Dezembro   Mas no mês de dezembro, o setor público consolidado teve déficit primário de R$ 11,78 bilhões, acima do saldo negativo de R$ 6,453 bilhões em igual mês de 2006.   Altamir ressaltou que o déficit primário em dezembro, de R$ 11,780 bilhões, já era esperado por causa da concentração de despesas como 13º, férias e o maior volume de investimentos públicos.

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