País está mais preparado para turbulências, diz jornal

A economia brasileira está mais preparada do que nunca para enfrentar sem grandes sobressaltos as turbulências que afligem o mercado americano, sustenta a revista norte-americana The Economist, em reportagem publicada na edição desta semana. "A rajada de vento que aflige os Estados Unidos e ameaça a Europa parece como uma leve brisa se comparada aos freqüentes e violentos golpes que sujaram a história econômica do Brasil".Citando os últimos eventos que inibiram o crescimento do País - crise asiática em 1998, moratória argentina em 2001 e alta inflacionária em 2005 -, a revista observa que, apesar de esses fatos aconselharem cautela, "há razões para acreditar que a economia brasileira agora deve lidar melhor com qualquer coisa que o mundo atire nela". A revista argumenta que a economia está mais robusta por três razões: em primeiro lugar, um crescimento impulsionado por uma demanda interna vigorosa; em segundo, a integração do País aos mercados mundiais - "Não é superdependente dos EUA, destino de um quinto das exportações"; em terceiro, uma menor vulnerabilidade a crises financeiras, em grande parte graças a uma combinação de Banco Central independente e transparente e câmbio flutuante.Apesar do otimismo, a The Economist observa que o Brasil está "longe de estar imune aos acontecimentos no resto do mundo". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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