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País está preparado para enfrentar turbulência, diz Meirelles

Para presidente do Banco Central, economia brasileira é sólida e puxada pela demanda interna

ADRIANA CHIARINI, Agencia Estado

14 de setembro de 2007 | 14h21

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, 14, que o Brasil é um dos países que está melhor preparado para manter o crescimento em meio ao atual cenário de volatilidade externa desencadeado pela crise do crédito imobiliário de alto risco de inadimplência (subprime) nos Estados Unidos.  Segundo ele, a economia brasileira é sólida e puxada pela demanda interna, o que faz sua expansão ser menos dependendo do mercado externo. Meirelles observou que "o crescimento está ancorado no investimento e no consumo, no emprego e na renda." Ele citou também o crédito como um dos vetores fundamentais da economia nacional. Meirelles comentou que o crédito em relação ao PIB, especialmente no setor habitacional, ainda é baixo no Brasil, o que significa grande potencial de expansão, mas está em crescimento.  "Mas, evidentemente, todos temos que olhar com atenção (para as turbulências), principalmente os bancos centrais, porque uma crise, especialmente em uma economia grande como a americana, não é boa para ninguém", afirmou. De acordo com ele, ainda é "muito prematuro" dizer se a crise afetará ou não o crescimento do PIB. Ata Meirelles afirmou ainda que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na quinta-feira é "auto-explicativa". "A ata expressa tudo aquilo que temos a dizer." Ele não quis responder a perguntas sobre juros, inflação ou aumento de demanda, afirmando que "o que tínhamos a dizer sobre inflação e conseqüente nível de atividade ou inter-relação entre eles, está na ata." Em palestra na 4º Conferência Brasileira de Seguros, Resseguros, Previdência Privada, Saúde Complementar e Capitalização (Conseguro), ele citou diversos indicadores e chamou a atenção para as expectativas de inflação do mercado, que de acordo com ele "estão firmemente ancoradas dentro da previsibilidade", com o consenso em 3,72% para o IPCA acumulado em 12 meses até setembro de 2008.

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