País está tranquilo quanto à febre aftosa, diz ministro

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, afirmou hoje que a situação no Brasil está tranquila em relação ao foco de febre aftosa registrado no Paraguai e que a fiscalização está sendo intensificada na região de fronteira. José Carlos Vaz, secretário-executivo da Pasta, disse que as medidas adotadas até o momento são suficientes para impedir a entrada do vírus no território nacional. "Estamos em alerta, com apoio dos governos estaduais e das Forças Armadas. Estamos monitorando e, se necessário, iremos reforçar as medidas", disse Vaz.

VENILSON FERREIRA, Agencia Estado

20 de setembro de 2011 | 14h45

Em relação a possíveis barreiras às compras de carnes brasileiras, devido ao foco de aftosa no país vizinho, Vaz afirmou que o Brasil não tem competência para influenciar as decisões de outros países, mas tem confiança nos processos de proteção dos rebanhos. Ele não confirmou proibição às compras de carnes e animais vivos do Paraguai.

A ocorrência da febre aftosa no Paraguai foi um dos assuntos discutidos na mesa-redonda promovida pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, no auditório do Ministério da Agricultura. No encontro, que contou com a participação de parlamentares e lideranças do agronegócio do Rio Grande do Sul, foi abordada a manutenção no Estado do laboratório federal que realiza testes sorológicos de controle de qualidade da vacina antiaftosa.

Segundo o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o ministro Mendes Ribeiro garantiu durante o encontro que o laboratório continuará no Rio Grande do Sul e que receberá mais investimentos em pessoal e equipamentos. Ele explicou que havia interesse das indústrias de vacinas de transferir parte das atividades do laboratório para outros Estados, por causa de problemas logísticos. Lorenzoni disse que a solução encontrada foi a utilização de uma área do Exército próxima a Porto Alegre, onde serão confinados os animais para coleta do soro.

Em relação ao foco de aftosa registrado no Paraguai, Onyx Lorenzoni afirmou que durante a reunião realizada hoje, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, comunicou que os técnicos brasileiros estão em alerta máximo e que o Brasil está monitorando e bloqueou toda fronteira. O deputado disse que está tranquilo, pois a cobertura vacinal no Brasil é boa. "Temos que certeza que o problema vai ficar do outro lado da fronteira", disse ele.

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