País fará poupança extra de R$ 13 bilhões

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem, em São Paulo, que o governo vai fazer uma poupança fiscal extra de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 13 bilhões. Esse dinheiro será usado para compor o Fundo Soberano do Brasil (FSB). Mantega fez questão de explicar que a meta oficial de superávit primário continuará em 3,8% do PIB, lembrando que o resultado acumulado dos quatro primeiros meses do ano está em 6,82%.Na prática, porém, essa poupança extra representa uma elevação informal da meta do ano para 4,3%. O objetivo é contribuir com política antiinflacionária. ?Apesar de o Brasil ter inflação menor que a de outros países emergentes, temos que tomar cuidado?, disse. ?O governo vai colocar esses recursos a parte e não os gastará. Deixa, portanto, de ser uma despesa para se transformar em poupança.?O fundo será criado por meio de um projeto de lei a ser enviado ao Congresso no início da semana que vem. A gestão ficará a cargo do Tesouro Nacional. Após a aprovação da lei, um decreto vai explicitar as funções do Tesouro. Mas o ministro antecipou que, num primeiro momento, os reais economizados serão aplicados em títulos públicos. Ele disse que o FSB será uma poupança em reais. ?Oportunamente, o fundo poderá comprar dólares?, disse.

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