MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO
MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

País fecha 448,1 mil postos de trabalho no ano, maior número desde 2002

Em maio foram fechadas 72.615 vagas, menos que o registrado no mesmo mês de 2015; setor de serviços foi o que mais perdeu empregos, com 36.960 vagas extintas

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2016 | 16h56

BRASÍLIA - O Brasil perdeu 72.615 vagas formais de emprego em maio deste ano, informou há pouco o Ministério do Trabalho. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é fruto de 1.209.991 contratações e 1.282.606 demissões no período. No acumulado deste ano até maio, o saldo de postos fechados é de 448.101, maior para o período na série (2002).

O saldo divulgado nesta sexta ficou dentro das estimativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam volume de empregos fechados em maio entre 40 mil e 120 mil. Com isso, a mediana ficou negativa em 88 mil postos.

O setor de serviços foi o que mais fechou postos de trabalho. Foram extintas 36.960 vagas no mês passado. As demissões também superaram as contratações nos setores de comércio (-28.885), construção civil (-28.740) e indústria de transformação (-21.162). Houve ainda extinção de vagas na indústria extrativa mineral (-1.195) e nos serviços industriais de utilidade pública (-181).

Por outro lado, a agricultura ampliou a sua mão de obra com 43.117 novos postos, segundo o Caged. Além dela, apenas a administração pública abriu novas vagas, com contratação líquida de 1.391 pessoas.

O número de postos fechados em maio deste ano foi menos intenso do que em igual mês do ano passado, quando foram extintas 115.599 vagas. Porém, superou o fechamento de 62.844 vagas formais de emprego em abril de 2016. No acumulado dos últimos 12 meses, o País encerrou maio sem 1.781.906 vagas, também com ajuste.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.