País lidera ranking de mercados varejistas mais atrativos

Último levantamento da consultoria americana A. T. Kearney atribui parte do desempenho ao varejo de artigos de luxo

MÁRCIA DE CHIARA, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2013 | 02h09

O fraco desempenho da economia brasileira, que cresceu só 0,9% no ano passado, não foi suficiente para reduzir a atratividade do varejo nacional. Pelo terceiro ano consecutivo, o País liderou o ranking dos mercados em desenvolvimento mais promissores para investimentos no comércio varejista, segundo estudo feito pela consultoria americana A. T. Kearney.

O que sustentou o desempenho do Brasil foi o bom resultado do comércio varejista, que cresceu 8,5% no ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para este ano, a consultoria projeta um crescimento de 11% do varejo, garantido pelos investimentos em expansão, pelo crescimento orgânico das empresas varejistas, pelo aumento na confiança do consumidor e pelas melhorias na infraestrutura antes da Copa do Mundo FIFA 2014 e das Olimpíadas de 2016.

De acordo com a consultoria, o mercado de luxo brasileiro tem atraído várias marcas estrangeiras que estão fazendo investimentos no País. "Shoppings de luxo, como o JK Iguatemi, em São Paulo, e o Village Mall, no Rio de Janeiro, serviram de plataforma para o lançamento de várias marcas internacionais no País, como Valentino, Miuccia Prada, Miu Miu, Goyard, Sephora, Gucci Lanvin, Van Cleef & Arples, Bare Minerals, Topshop, Dolce & Gabbana e Nicole Miller", aponta a consultoria.

Ranking. O estudo avalia 30 países em desenvolvimento e considera 25 variáveis macroeconômicas e específicas do varejo para elaborar uma lista dos países mais promissores para investimentos no comércio varejista. Na versão deste ano, que leva em conta dados de 2012, Brasil e Chile se mantiveram na liderança e vice-liderança, respectivamente, do ranking. Na sequência estão Uruguai, China, Emirados Árabes Unidos e Turquia.

A China perdeu uma posição, caiu do terceiro para o quarto lugar. Mesmo assim, a consultoria ressalta que é impossível ignorar esse mercado que cresce a uma taxa de dois dígitos por ano. Já os Emirados Árabes Unidos e a Turquia ascenderam significativamente na lista deste ano. O México subiu sete posições no ranking deste ano e a Índia perdeu nove posições, segundo a consultoria.

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