Adriano Machado|Reuters
Adriano Machado|Reuters

País não se recupera com corte de investimento, diz Barbosa

Ministro defendeu a meta fiscal aprovada pelo Congresso e disse que é preciso estabilizar onível do investimento

Rachel Gamarski, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2015 | 08h01

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou ontem que a mudança da meta fiscal para 2016 aprovada pelo Congresso foi uma “decisão de governo” e não um resultado do rebaixamento do grau de investimento pela agência de classificação de risco Fitch.

Após uma declaração da presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse à ela não ter participado de discussões sobre a mudança da meta, Barbosa afirmou que todas essas decisões são de governo e discutidas com a equipe econômica. 

“Todas as propostas de governo são conversas com os ministros envolvidos”, afirmou Barbosa. “Hoje, nosso maior desafio é fiscal, e é uma boa notícia porque só depende da gente.”

766E3C01-53A8-483E-9B06-CCE0C7108013
'Estamos atravessando um momento em que a economia passa por vários ajustes, estamos buscando construir as bases para um novo ciclo de desenvolvimento', disse Barbosa
E0EAB005-9061-4B3D-86B9-AEB61693E313
Sem corte. O ministro afirmou que “não é cortando investimento que a economia brasileira vai se recuperar”. Segundo ele, a intenção do governo é estabilizar o valor do investimento no ano que vem num volume próximo ao de 2015. “É preciso estabilizar o nível de atividade para ter um processo de recuperação fiscal mais rápido”, disse Barbosa.

Despesa. Na avaliação de Barbosa, o governo precisa usar o sistema de metas não apenas para o resultado fiscal, mas também para as despesas. Segundo ele, essa combinação pode trazer bons resultados. “O caminho é combinar regras de resultado primário com uma margem que absorve as flutuações macroeconômicas associado a uma regra de despesas”, afirmou. “Estamos atravessando um momento em que a economia passa por vários ajustes, estamos buscando construir as bases para um novo ciclo de desenvolvimento.”

Ato falho. Durante evento no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Barbosa cometeu um ato falho e falou como se fosse ministro da Fazenda. “Estamos trabalhando no Ministério da Fazenda, com o Planejamento”, disse o ministro, que se corrigiu em seguida. Sobre a possibilidade de assumir o cargo de Levy, Barbosa preferiu não comentar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.