DARIO OLIVEIRA/CÓDIGO19
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País perdeu quase 4 milhões de postos de trabalho em 2015

Em meio à recessão econômica, o mercado de trabalho mostrou deterioração ainda maior do que a imaginada no ano passado. O total de postos de trabalho eliminados alcançou 3,8 milhões, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Daniela Amorim, Roberta Pennafort e Vinicius Neder, Broadcast

25 Novembro 2016 | 10h00

Foi a primeira vez que houve queda no total de empregados no País, desde o início da série histórica da pesquisa, em 2004. A perda é muito mais aguda do que a mostrada pela Pnad Contínua, que substituirá definitivamente o levantamento anual já a partir deste ano.

À época da divulgação, a Pnad Contínua estimava a população ocupada em 92,2 milhões ao fim de 2015, 630 mil vagas a menos em relação a um ano antes. "Estamos falando de 2015, um ano em que vimos que os indicadores econômicos não foram muito favoráveis. A população ocupada caiu em todas as grandes regiões", lembrou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad no IBGE.

Na versão anual, dois setores foram os principais responsáveis pelo fechamento de vagas: a indústria, que explica a maior perda no número de ocupados no Sudeste, e a agricultura, que teve impacto especialmente no Nordeste. A agricultura perdeu 855 mil trabalhadores, enquanto a indústria dispensou mais de um milhão de funcionários. "Metade dessa queda na indústria ocorreu no Sudeste. Das demissões na agricultura, 700 mil foram no Nordeste", apontou Maria Lucia.

Na Região Sudeste, 1,403 milhão de pessoas perderam seus empregos. No Nordeste, outros 1,373 milhão de trabalhadores foram dispensados. "Foram 1,8 milhão de empregos com carteira assinada a menos, sendo 730 mil só no Sudeste", apontou a gerente da Pnad.

A dispensa de empregados incentivou ainda um aumento da informalidade. A proporção de pessoas trabalhando por conta própria cresceu de 21,4% em 2014 para 23,0% em 2015. Como consequência do avanço das demissões, houve aumento de 38,1% na fila de desempregados no País, o equivalente a 2,8 milhões de pessoas a mais. O total de desempregados chegou a 10,0 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade em 2015. 

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