País pode perder US$ 150 mi em exportações de eletrodomésticos

Uma pesquisa elaborada pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros)junto a fabricantes do segmento mostrou que cerca de 1 milhão de produtos podem deixar de ser exportados até o final do ano. A diminuição seria em função da perda de competitividade provocada pela queda do dólar, o que significará US$ 150 milhões a menos na conta das fábricas. A indústria ameaça, caso a situação persista, com a demissão de 300 a 350 trabalhadores até o fim de 2005.Segundo Paulo Saab, presidente da Eletros, "o atual nível de depreciação do dólar colocou os fabricantes de linha branca em uma situação insustentável, na qual o setor está sendo obrigado a reajustar seus preços de exportação, para não ter prejuízo, mas, em contrapartida, está perdendo fortemente vendas no mercado externo". Ele enfatizou que o setor está sofrendo um duplo prejuízo com essa situação: em perda de receita e de volumes.A Eletros também salienta que cancelamento de embarques ocorrem para países da América Latina, Ásia, Oriente Médio, Europa e América do Norte, ressaltando-se que, no caso do mercado norte-americano, tipicamente difícil de ser conquistado, a falta de continuidade nas exportações gera uma grande dificuldade para recuperar essa participação. Para Saab, "mais uma vez o Brasil pode ser visto como fonte pouco confiável dada a exagerada volatilidade e instabilidade nas condições competitivas".Além da perda de exportações, um outro prejuízo irreversível está acontecendo: o cancelamento de projetos de investimento. Estimativa da Eletros é que o País já tenha perdido, nos últimos dois meses, cerca de US$ 35 milhões em investimentos em linhas de produção que seriam dedicadas exclusivamente ao mercado externo.

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