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País precisa de mais incentivos à exportação, diz Miguel Jorge

Ministro diz que Brasil não deve trabalhar com medidas apenas de política cambial para melhorar as exportações

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

28 de outubro de 2009 | 11h22

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, reafirmou nesta quarta-feira, 28, sua avaliação de que o Brasil não deve trabalhar com medidas apenas de política cambial para melhorar as exportações. Ele disse que o País precisa buscar mais competitividade, qualidade, eficiência e inovação para os produtos brasileiros.

 

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Segundo Miguel Jorge, seu ministério já apresentou propostas ao Ministério da Fazenda para desonerar as exportações, e elas estão sendo avaliadas. Ele disse que o governo vem trabalhando também na área de financiamento das exportações. "Estamos sempre estudando medidas. O próprio presidente do Banco Central (Henrique Meirelles) disse, no Congresso, que também trabalha para ver o que pode ser feito em relação à desvalorização cambial", afirmou Miguel Jorge, em entrevista antes de participar do seminário "Direito e Desenvolvimento", no Palácio do Itamaraty.

 

Em relação à prorrogação da redução da alíquota para produtos da linha branca, o ministro do Desenvolvimento disse que as perspectivas são "muito boas", de acordo com o que leu na imprensa sobre a reunião do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com os representantes do setor de varejo na segunda-feira, em São Paulo. Segundo Jorge, o pedido do setor é de que o incentivo fiscal permaneça até dezembro. "Eu, pessoalmente, acho que, no caso da linha branca, deveríamos fazer algum tipo de revisão para que não houvesse, por exemplo, um IPI de 10% para tanquinho e de 20% para máquina (de lavar) automática", disse. Acrescentou que a alíquota deveria ser de 10% também para máquina de lavar.

 

Ele defendeu a prorrogação da redução do IPI sobre material de construção para além da além do prazo previsto (31 de dezembro de 2009). "Eu defendo que a redução do IPI de material de construção seja por mais tempo, até porque estamos subsidiando R$ 36 bilhões em casas populares no programa 'Minha Casa Minha Vida'. Não faz sentido aumentar imposto em cima de um custo que será do próprio governo", afirmou.

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