País prevê exportar 1 mi de barris de petróleo por dia em 2020

Para aumentar a produção em longo prazo, Petrobrás aposta na exploração das reservas da camada do pré-sal

Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

24 de setembro de 2009 | 12h07

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa, afirmou que a estatal deve exportar 1 milhão de barris de petróleo por dia em 2020. Segundo o executivo, esse seria o excedente da produção de líquidos (exclui o gás natural) em território brasileiro, que no ano em questão deve alcançar 4 milhões de barris por dia. "Em 2020, o consumo no País deve alcançar 3 milhões de barris por dia. Então, sobraria 1 milhão de barris por dia para exportação", explicou o executivo, que participa de evento em São Paulo organizado pela revista Exame.

 

Alcançar essa meta, na prática, significará um grande desafio para a Petrobrás. Isso porque a produção da estatal hoje gira em torno de 2 milhões de barris por dia. Para atingir as projeções de longo prazo, a estatal conta com a exploração das reservas do pré-sal. Pelas regras do novo marco regulatório de petróleo no País, em discussão no Congresso Nacional, a estatal será operadora de todos os blocos do pré-sal, detendo uma participação mínima de 30%.

 

Barbassa preferiu não tecer comentários sobre a declaração do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, de que a União pode alcançar uma fatia acionária de 50% a 55% na estatal após a operação de capitalização. "Não sei como feito o cálculo. Essa questão depende de uma série de variáveis, como o valor do aporte, o preço do barril e de qual será a participação dos minoritários na operação", ponderou

 

O executivo afirmou que ainda não está definido o tamanho da capitalização e nem o valor do barril. "Sabemos que será limitada a 5 bilhões de barris de óleo equivalente", acrescentou o DRI da Petrobrás. Questionado sobre o uso do FGTS na capitalização, Barbassa comentou que essa é uma opção que cabe ao governo federal.

 

Barbassa também disse que a Petrobrás não tem pressa para concluir o refinanciamento de um bônus de US$ 6 bilhões com um sindicato de bancos que vence no curto prazo. "Fizemos duas emissões este ano, somando US$ 2,7 bilhões. A segunda foi muito mais barata que a primeira, acompanhando a trajetória de recuperação do mercado. Portanto, não há pressa. No momento oportuno, o mercado será surpreendido com a operação", disse. A conclusão dessa operação de refinanciamento pode ficar para 2010, segundo o executivo.

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