País quer superávit de US$ 10 bi

"Só tivemos um mês e meio de crise até agora. Os piores meses ainda virão." Com essa frase, a secretária de Comércio Exterior, Beatriz Paglieri, resumiu a um grupo de empresários durante a convenção da Associação de Concessionárias de Automóveis (Acara) o cenário econômico mundial e da Argentina.

BUENOS AIRES , O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h05

Segundo Paglieri, que se tornou desde dezembro a negociadora formal do país nas discussões comerciais com o Brasil, as medidas protecionistas aplicadas pelo governo da presidente Cristina Kirchner continuarão. A secretária disse que sua missão é a de obter para a Argentina "pelo menos" um superávit comercial de US$ 10 bilhões neste ano com todo o mundo.

Paglieri é o braço direito do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moren, que aplica a diretriz anunciada pela presidente Cristina em dezembro passado, pouco depois de sua posse do segundo mandato: "não importaremos um prego sequer!"

Paglieri sustentou que as barreiras são "um instrumento para defender a produção e os postos de trabalho dos argentinos". Segundo a secretária, a Argentina teve no ano passado US$ 4 bilhões de déficit na balança comercial com o Brasil. / A.P.

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