País registra perda recorde de 654 mil empregos em dezembro

Resultado é o pior em 10 anos, segundo Caged; no ano, geração de emprego formal cai 10,21%, para 1.452.204

Isabel Sobral, da Agência Estado,

19 de janeiro de 2009 | 14h45

Os efeitos da crise financeira, unidos a uma tendência sazonal de queda no emprego em meses de dezembro, fizeram com que o Brasil registrasse perda de 654.946 empregos com carteira assinada no último mês de 2008, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O resultado é o pior da série histórica, iniciada em 1999.     Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Com o resultado bastante negativo em dezembro, 2008 terminou com a geração de 1.452.204 novos postos de trabalho formais, bem abaixo da estimativa anunciada antes da piora dos dados nos últimos meses pelo ministro Carlos Lupi, de 2 milhões de empregos. O número representa queda de 10,21% na comparação com a criação de vagas em 2007.   De acordo com o Caged, em dezembro todos os setores da economia registraram mais demissões do que contratações com carteira assinada. A indústria foi o setor que liderou as dispensas líquidas no último mês de 2008, com o saldo negativo de 273.240 vagas.   A agropecuária vem em segundo lugar, com o fechamento 134.487 postos, seguida de serviços (-117.128 vagas). A construção civil dispensou 82.432 trabalhadores e o comércio fechou 15.092 vagas em dezembro.   No ano, o setor de serviços foi o que liderou a abertura de novas vagas no ano passado, com 648.259 postos. A indústria fechou 2008 com saldo positivo de 178.675 vagas, enquanto o comércio teve abertura líquida de 335.708 empregos.

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