País será grande exportador de etanol para o Japão, prevê ministra

Ao comentar a decisão do governo da Bolívia de sobretaxar a exploração de gás e de petróleo naquele país, a ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, garantiu que a medida não prejudicará a estratégia brasileira de ampliar a oferta de gás natural. "Essa decisão do governo boliviano de aprovar a Lei dos Hidrocarbonetos reforça a nossa estratégia de nacionalização maior do suprimento de gás", disse a ministra, em entrevista ao Jornal das Dez, da "Globo News". "Isso implica tanto a construção dos gasodutos como a antecipação da exploração do campo de Mexilhão, com 17 milhões de metros cúbicos de gás por dia." A ministra comemorou a modificação na legislação japonesa que autoriza a mistura de até 3% de álcool anidro na gasolina, dizendo que a medida abre excelentes perspectivas de negócios para o Brasil. "Na área de álcool/etanol, o Brasil tem hoje uma grande possibilidade, pois o País é o produtor de etanol mais eficiente do mundo", garantiu Dilma. "Nós temos todas as condições para aproveitar essa possibilidade que o mercado mundial de energia nos oferece e também afirmar que o Brasil vai ser um imenso exportador de etanol para o Japão e para a Coréia. A ministra defendeu a necessidade de subsídios para tornar viável a produção de biodiesel no País. "Para produzir um combustível novo, todos os países vão precisar de algum nível de subsídio", disse Dilma, referindo-se à necessidade de atingir uma escala de produção e de produtividade que possibilite uma posterior redução de custos. A produção de biodiesel no Brasil terá isenção de PIS/Cofins para a agricultura familiar nos Estados do Norte/Nordeste. "O biodiesel, além de ser um programa verde de redução de emissão de dióxido de carbono, também pode ser um programa de inclusão social, de emprego e renda para a agricultura familiar, para contrabalançar desequilíbrios regionais."

Agencia Estado,

24 Maio 2005 | 06h36

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