País sobe no ranking dos melhores lugares para negócios

País sobe no ranking dos melhores lugares para negócios

Após ser o 123º em 2013, Brasil aparece em 120º lugar, entre os 189 países estudados pelo Banco Mundial; Cingapura lidera

Altamiro Silva Júnior, Correspondente do Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2014 | 22h00


Fazer negócios no Brasil para uma empresa ficou um pouco mais fácil, mas o País ainda está bem longe dos melhores lugares do mundo para a vida de um empreendedor, mostra um estudo divulgado nesta terça-feira em Washington pelo Banco Mundial sobre a facilidade de se fazer negócios em 189 países. 


O Brasil ficou na 120.ª posição no ranking geral este ano. No relatório do ano passado, inicialmente o País havia ficado em 116.º, mas, em uma revisão divulgada nesta terça-feira junto com o novo estudo, a economia brasileira agora aparece no 123.º lugar em 2013. No ano anterior, estava na posição 130.º. 


Começar um negócio no Brasil demora 83,6 dias, melhor que os 107,5 dias do levantamento do ano passado, mas ainda longe dos líderes do ranking. Em Cingapura, país que ocupa a primeira posição no levantamento deste ano, são apenas dois dias e meio. Nos EUA, o sétimo lugar, são 5,6 dias. Na América Latina, são 31,7 dias. 


Em outros indicadores isolados, usados no conjunto para fazer o ranking geral, o Brasil também ocupa posições ruins. Na abertura de uma empresa, o País é o 167.º, com 11,6 procedimentos necessários - em Cingapura são três e na Nova Zelândia, apenas um. Em conseguir permissão para construção, o Brasil fica em 174.º lugar, demorando, em média, 426 dias. Obter eletricidade é um dos poucos itens em que o Brasil se destaca, ocupando a 19.ª posição no ranking dessa categoria.


Cingapura, pelo nono ano consecutivo na liderança, é o lugar mais fácil para se fazer negócios no mundo. Em seguida, aparecem, pela ordem, Nova Zelândia, Hong-Kong, Dinamarca e Coreia do Sul. O último lugar ficou com a Eritreia, na África, e o penúltimo com a Líbia. Piores que o Brasil no ranking geral estão países como Haiti, Bolívia, Paquistão, Sudão, Índia, Venezuela e Argentina.


O relatório do Banco Mundial conclui que houve progressos na regulamentação pelo mundo com o objetivo de facilitar os negócios para os empresários. “Dos países que nós medidos, em 80% as regulamentação são mais simples e fáceis para empreendedores começarem uma empresa nova ou transferirem propriedade”, destaca uma das autoras do estudo, Rita Ramalho, em um vídeo entregue aos jornalistas, ressaltando que a maioria das reformas ocorreu na África. De junho de 2013 a junho de 2014 o relatório, que cobre 189 economias em todo o mundo, documentou 230 reformas.


No Brasil, não houve reformas no ano passado até o período encerrado em junho deste ano. Pela primeira vez, o Banco Mundial passou a avaliar também as cidades de Rio e São Paulo para ver as condições de negócios. A principal diferença é que no Rio o salário mínimo para um trabalhador em tempo integral é de US$ 484,24, maior que o de São Paulo (US$ 437,80).


Na América Latina, o país mais bem colocado passou a ser a Colômbia (34.º lugar), tomando a posição do Chile (agora em 41.º). A Colômbia é citada no relatório como o país da região que mais fez reformas para incentivar os negócios das empresas menores desde 2005. O Peru aparece em 35.º e, graças a reformas e outras medidas vem conseguindo melhorar o ambiente de negócios. Ao todo, 32 economias da América Latina implementaram pelo menos uma reforma regulatória para facilitar negócios entre junho de 2013 e junho de 2014. 


“O sucesso ou o fracasso de uma economia depende de uma série de variáveis. Entre elas, muitas vezes esquecidas, estão as engrenagens que facilitam as empresas e os negócios", afirma o vice-presidente sênior e economista-chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu.

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