País terá dificuldade em atingir meta de empregos no ano

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse hoje que o País terá dificuldades em apresentar criação líquida de 2,4 milhões de vagas neste ano. A meta inicial do governo era de uma geração de 3 milhões de postos, mas depois Lupi reduziu a projeção para 2,7 milhões. "Agora, pelo caminhar da carruagem, será difícil atingir 2,4 milhões", comentou. "Esse número não vai ser atingindo. Fiz reavaliação para 2,4 milhões, mas pode ficar abaixo disso", acrescentou.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

18 de novembro de 2011 | 12h48

O ministro disse que ainda não tinha uma nova meta objetiva para geração de emprego em 2011, dado o novo cenário do mercado de trabalho influenciado negativamente pela crise internacional. Segundo ele, o mercado interno é que tem mantido o aquecimento econômico. Além disso, Lupi pontuou que a taxa de juros está menor e que há oferta de linhas de crédito maior para alguns setores. "Todas as medidas têm efeito, mas não é automático para o mercado de trabalho."

Lupi também não apresentou projeções para o mercado de trabalho em 2012, mas descartou a possibilidade de ser tão ruim quanto foi em 2009, quando a geração de empregos foi quase a metade da apresentada no ano anterior, justamente em razão da crise externa.

Novembro

Carlos Lupi previu que a geração líquida de empregos em novembro deve ficar perto de 70 mil postos. Esse volume é, de acordo com ele, a média gerada nesses meses do ano nos últimos anos. "Pode ser um pouco mais, um pouco menos... será por aí", disse.

Para dezembro, o ministro também acredita que o saldo de 2011 tenda a ficar perto da média para o mês, que, de acordo com Lupi, é de cerca de 350 mil desligamentos acima do volume das contratações. Segundo ele, apesar do impacto negativo da crise internacional, com o enfraquecimento do mercado de trabalho nos últimos meses, "não há tanta gente assim para demitir".

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