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Países avançados devem adotar medidas mais rapidamente, diz Tombini

Segundo o presidente do BC,  a capacidade dessas nações de reduzirem suas dívidas dentro de um período de cinco anos é baixa

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

29 de setembro de 2011 | 14h25

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, destacou nesta quinta-feira, 29, que as autoridades dos países avançados precisam ser mais rápidas na adoção de medidas financeiras para tirar suas economias da estagnação. Ele não mencionou o nome de nenhum país, mas seu recado referia-se sobretudo aos Estados Unidos e a nações da zona do euro. "É preciso agir com força nas políticas e no financiamento", comentou. "Só assim a probabilidade de sucesso na crise aumenta", afirmou, durante o 22º Congresso Nacional de Executivos de Finanças em Curitiba, no Paraná.  

De acordo com Tombini, nos últimos quatro meses ocorreu uma perda de US$ 11 trilhões do valor nacional de ações de empresas negociadas em bolsas de valores pelo mundo. Segundo ele, isso é um sinal da dimensão dos efeitos negativos da crise internacional que vem se agravando recentemente, em boa parte em razão da inação das autoridades dos países avançados.

Dívidas

O presidente do BC afirmou ainda que "a segunda onda da crise (internacional) de 2007/2008 deixou um legado, que foi a alta do endividamento dos EUA e da zona do euro." Ele destacou que, em cinco anos, "a capacidade de países (avançados) de reduzirem a dívida é baixa".

Ele destacou ainda dados do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado na semana passada, que aponta que o endividamento de diversos países continuará avançando em cinco anos. Segundo Tombini, o trabalho do fundo aponta que o passivo público dos EUA deve subir de 100% do PIB em 2011 para 115,4% do PIB. No mesmo período, as dívidas brutas do Japão devem passar de 233,1% para 253,4% do PIB; as da França, de 86,8% para 87,7%; as da Espanha, de 67,4% para 77,4% do PIB; e as de Portugal, de 106% para 110,5% do PIB.

No caso da Itália, o patamar deve continuar elevado neste prazo, variando de 121,1% para 114,1% do PIB e, na Grécia, deve oscilar de 165,6% para 162,8% do PIB. "O espaço de ampliação de gastos fiscais é baixo no mundo", comentou.

Tombini afirmou também que as condições econômicas dos países avançados envoltos em crise fez com que os juros nominais atingissem um patamar nunca visto. "Em muitos deles, as taxas de juros reais são negativas", destacou.

A frágil situação das economias da periferia da zona do euro acabou provocando efeitos negativos sobre o "coração" daquele continente. "A percepção de risco na França e Alemanha é maior do que em 2008", destacou. "O spread da euribor apresentou repique muito grande recentemente", destacou.

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