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Países concordam sobre petróleo caro, mas não dão soluções

As potências mundiais dosetor de energia intensificaram o diálogo em reuniãoemergencial para tentar controlar a alta do petróleo, mas foramincapazes de chegar a uma solução rápida. A Arábia Saudita, que sediou o encontro, prometeu fornecermais petróleo em resposta aos pedidos de países consumidores,mas disse que ela sozinha não conseguirá acalmar um mercadoque, na semana passada, levou o barril a quase 140 dólares. "Nesse momento crítico, a comunidade global deve aumentar aresponsabilidade e a cooperação deve ser a pedra fundamental dequalquer esforço", disse o rei Abdullah neste domingo, pedindouma iniciativa global de "energia para os pobres". Grandes produtores e consumidores, além de executivos dasprincipais companhias petrolíferas, se reuniram na capitalcomercial da Arábia Saudita para tentar reverter o que algunsvêem como o terceiro choque do petróleo. Uma missão brasileiraque incluiu diretores da Petrobras participou do encontro. Os líderes mundiais planejam organizar um novo encontrosobre o petróleo em Londres antes do final do ano. "O que eu ouvi até aqui é basicamente boas idéias, mas queprovavelmente não mudarão o preço amanhã de manhã", disse odiretor-executivo da Royal Dutch Shell, Jeroen van der Veer, àReuters. O comunicado final, ecoando informes anteriores, enfatizoua importância de uma maior transparência no mercado de petróleoe de mais investimentos na produção. E, mesmo que algum impacto nos preços não seja imediato,outros executivos disseram que o encontro atingiu um nível maisalto de diálogo. Há dois meses, em Roma, produtores econsumidores não conseguiram chegar a um consenso público deque o petróleo estava demasiadamente caro. "O que tivemos aqui... foi o acordo de que o preço dopetróleo está muito caro", disse o primeiro-ministro britânico,Gordon Brown. Mas um diplomata europeu disse que "o encontro foi um poucodecepcionante". "O único produtor que veio com propostasconcretas foi a Arábia Saudita--todos os outros só fizeramcomunicados brandos sobre os planos de capacidade futura". Riad vai elevar em julho a produção de petróleo para 9,7milhões de barris por dia, maior taxa em décadas, e estápreparada para ir além. Mas o ministro do petróleo do reinodisse que isso não deve reduzir os preços. (Reportagem adicional de Alex Lawler, Barbara Lewis, GernotHeller e David Clarke, e Inal Ersan em Dubai)

SIMON WEBB E SUMMER SAID, REUTERS

22 de junho de 2008 | 15h48

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