Países da América Latina crescerão mais do que Brasil em 2006

O Produto Interno Bruto (PIB) dos países da América Latina e Caribe crescerá 4,6% durante 2006, um pouco superior à cifra do ano passado, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), publicadas nesta terça-feira, em Santiago do Chile. Nestes limites, o Cone Sul (Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai) e a Comunidade Andina são as regiões com uma maior taxa de expansão, com 6,9% e 5,7%, respectivamente, sendo que a Argentina liderará o crescimento no Cone Sul, com expansão de 7,5%. Para o Brasil, a Cepal projeta um crescimento de 3,5%. Segundo a Cepal, o prolongamento das boas condições internacionais favorecerá o crescimento em 2006. "O dinamismo do intercâmbio comercial mundial, liderado pelas economias asiáticas, tem permitido a manutenção dos elevados preços dos produtos básicos", destacou o documento, completando que estes fatores, "somados à demanda interna ativa, continuarão sendo os principais impulsionadores da expansão latino-americana". A comissão estimou ainda que a inflação se manterá em um nível similar ao observado em 2005, em torno de 5% e 7%. "Este nível, historicamente baixo, se espera ainda em um contexto no qual os preços da energia continuarão sendo altos", observou. A Cepal estima ainda que o crescimento dos Estados Unidos será levemente inferior ao 3,5% do ano passado, aproximando-se a 3%. Em contrapartida, se espera que as economias européias acelerem moderadamente seu crescimento de maneira persistente durante o segundo semestre do ano. O documento também diz que Ásia, novamente, será a zona mais dinâmica, já que Japão conseguiria taxas de crescimento próximas a 3% e China e Índia manteriam seu elevado crescimento, fechando o ano com taxas da ordem de 9% e 7%, respectivamente.

Agencia Estado,

18 Abril 2006 | 15h33

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