Países da Opep querem migrar reservas para euro

O ministro das Finanças da Angola, Jose Pedro de Morais, disse que conduz estudos para avaliar a possibilidade de migrar parte das reservas em moeda estrangeira de US$ 10 bilhões do país para euros, em detrimento do dólar norte-americano. Morais disse que o Ministério das Finanças conduz estudos para determinar o quanto de suas reservas serão movidas para o euro. "Levará algum tempo até que (os estudos) estejam concluídos", acrescentou. É o segundo país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a questionar a vantagem de manter uma maior proporção das reservas aplicadas na moeda norte-americana. Ontem, o assessor econômico do primeiro-ministro do Iraque, Kamal al-Basri, disse que o banco central do país estuda a necessidade de diversificar suas reservas internacionais de US$ 23 bilhões. Ele ponderou que, embora a desvalorização do dólar cause muitos temores, provavelmente trata-se de um fenômeno temporário. "Estamos seriamente considerando diversificar nossas reservas para euros", disse Morais, o ministro angolano, em entrevista à agência Dow Jones em Riad, capital da Arábia Saudita, onde os líderes da Opep se reúnem neste final de semana para discutir os desafios futuros. Cerca de 70% das reservas internacionais de Angola encontram-se em dólares, segundo o ministro. Ele disse que o enfraquecimento do dólar, de 11% contra o euro desde o começo do ano, está agravando as pressões inflacionárias no país. NigériaO ministro das Finanças da Nigéria, Shamsuddeen Usman, disse que em cerca de seis a 12 meses parte das reservas de US$ 47 bilhões em moeda estrangeira do país serão transferidas para euros. Cerca de 80% das reservas estrangeiras da Nigéria estão em dólares norte-americanos.A Nigéria é o terceiro país membro da Opep a afirmar que considera migrar parte de suas reservas para além do dólar. As informações são da Dow Jones.

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