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Países do G-20 concordam em manter pacotes de estímulo

Política de expansão fiscal e monetária deve seguir até recuperação global; bloco reúne-se em Londres

AP e Reuters,

05 de setembro de 2009 | 08h19

Os países que integram o G-20 concordaram neste sábado, 5, em manter a política de expansão fiscal e monetária (pacotes de estímulo) até que haja uma recuperação global, indica um rascunho do comunicado final do grupo que está reunido em Londres. Segundo o texto, as nações do bloco também acordaram em elevar "significantemente" o rol dos países emergentes no cenário mundial.

 

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De acordo com o comunicado, o G-20 também chegou a um acordo sobre o controle de pagamento de bônus a altos executivos, incluindo medidas para mau desempenho, apesar de não ter sido estipulados limites concretos - será pedido à Junta de Estabilidade Financeira que estude o tema.

 

No encontro deste sábado, discutem-se os temas que serão levados à reunião de cúpula dos chefes de Estado do G-20, marcada para o fim do mês, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. E a reunião em Londres já antecipa uma mudança no foco dos debates. Desde que os líderes financeiros do G-20 reuniram-se pela última vez, em abril, no meio do pior momento da crise financeira mundial, as perspectivas melhoraram, mas os formuladores de política ainda não declaram vitória.

 

Ainda neste sábado, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu aos líderes mundiais que assumam um compromisso claro e firme para ampliar os esforços que visam fortalecer o crescimento econômico, destacando que a econômica mundial encontra-se em uma "encruzilhada crítica."

 

Brown alertou para o "excesso de confiança" diante de sinais cada vez mais contínuos de um crescimento econômico modesto. O premiê ainda ressaltou a necessidade de reformas no sistema bancário para restringir o pagamento de bônus, e convocou a aplicação de sanções contra os paraísos fiscais a partir da semana que vem.

 

Para o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, existe o receio que uma precipitação na retirada dos programas de estímulo possa levar a economia a um movimento de "W", ou seja, um novo mergulho recessivo em 2010. "Retirar o estímulo cedo demais implica um risco real de tirar a recuperação dos trilhos, com implicações potenciais significativas para o crescimento e o emprego", afirmou o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

 

(Com Daniela Milanese, de O Estado de S. Paulo)

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