Tore Meek/NTB Scanpix via AP
Tore Meek/NTB Scanpix via AP

Países europeus estão prontos para reagir, diz Angela Merkel sobre tarifas dos EUA

Após telefonemas com Emmanuel Macron e Theresa May, a chanceler alemã disse que os três líderes "concordaram que os EUA não deveriam adotar medidas comerciais contra a União Europeia"

Célia Froufe e Jamil Chade, com agências, O Estado de S.Paulo

29 Abril 2018 | 13h05

FRANKFURT - A chanceler alemã Angela Merkel disse em comunicado publicado neste domingo, 29, que ela e os líderes da França e do Reino Unido estão prontos para reagir se o governo do presidente americano Donald Trump não isentar permanentemente a União Europeia de novas tarifas sobre as importações de alumínio e aço.

Merkel afirmou ter conversado com o presidente francês Emmanuel Macron no sábado, 28, e com a primeiro-ministra Theresa May neste domingo depois de argumentar com Donald Trump, na sexta-feira, 27.

Merkel disse que os três líderes "concordaram que os EUA não deveriam adotar medidas comerciais contra a União Europeia". A isenção temporária da UE das tarifas termina na terça-feira, 1º. 

+++ Em meio à guerra comercial, mundo tem produção inédita de aço

Nos telefonemas, os líderes europeus se comprometeram a continuar a trabalhar em colaboração com o resto da União Europeia e com a administração dos EUA com o objetivo de obter uma isenção permanente das tarifas americanas. "Finalmente, todos concordaram com o valor do envolvimento contínuo no formato E3 (Grã-Bretanha, França e Alemanha) para avançar em questões de interesses compartilhados e sobre nossa segurança", segundo o porta-voz de Downing Street, o endereço oficial do governo do Reino Unido.  

Guerra comercial

As tarifas americanas contra a China aumentaram o risco de uma guerra comercial, à medida que Pequim retaliou ao impor taxas de US$ 3 bilhões sobre produtos americanos. O governo dos EUA, no entanto, disse que a medida contra a China seria "a primeira de muitas".

+++ Fabricantes revisam para cima a projeção da produção de aço em 2018

Dados divulgados na quarta-feira, 25, pela Associação Internacional do Aço apontaram que a produção global atingiu 148 milhões de toneladas em março, 4% acima do mesmo período de 2017. 

A China, que já representa metade da produção mundial, atingiu um volume de 74 milhões de toneladas, 4,5% acima do volume de março de 2017.

Irã

Após se unirem para um ataque conjunto sobre a Síria, líderes europeus se articulam agora para tentar "neutralizar a ameaça de armas nucleares no Irã". Nos mesmos telefonemas em que trataram da tarifa do aço, eles avaliaram que o "Plano de Ação Integral Conjunto" (JCPoA , na sigla em inglês para como é conhecido o acordo com o Irã) é a melhor forma de atuar nessa área. De acordo com o porta-voz do governo britânico, a prioridade dessas lideranças, como comunidade internacional, continua a ser a impedir o Irã de desenvolver armas nucleares.

+++ EUA devem adotar cota para importação de aço brasileiro sem sobretaxa

"Eles concordaram que há elementos importantes que o acordo não cobre, mas cuja abordagem é necessária incluindo questões como a dos mísseis balísticos, o que acontece quando o acordo vencer e a que trata da atividade regional desestabilizadora do Irã", trouxe a nota. "Reconhecendo a importância de manter o JCPoA, eles se comprometeram a continuar trabalhando juntos, e também com os Estados Unidos, sobre como enfrentar a gama de desafios que o Irã representa - incluindo os problemas que um novo acordo pode cobrir."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.